O governo dos Estados Unidos divulgou um relatório anual sobre barreiras comerciais, no qual incluiu o Brasil como um dos países que aplicam políticas protecionistas que prejudicariam exportadores norte-americanos. O relatório destaca que o Brasil é um dos 10 países mais citados, ocupando a sétima posição de destaque.
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O relatório aponta oito principais obstáculos nas relações comerciais com o Brasil, incluindo:
1. Acordos Comerciais: O Brasil é criticado por implementar lentamente os compromissos assumidos no Acordo de Cooperação Econômica e Comércio EUA-Brasil (ATEC) de 2011.
2. Políticas de Importação: A média tarifária do Brasil é de 11,2%, e a tarifa externa comum (TEC) do Mercosul pode chegar a 35%.
3. Setores Mais Afetados: Os setores de automóveis, peças, eletrônicos, químicos, máquinas industriais e têxteis são os mais afetados pelas políticas protecionistas do Brasil.
4. Etanol: O Brasil aplicou uma tarifa de 18% sobre o etanol importado dos EUA em 2024, o que resultou em uma queda de 32% nas exportações norte-americanas para o Brasil.
5. Discriminação Fiscal: O Brasil é acusado de discriminar fiscalmente os produtos importados, como a cachaça, que tem uma tarifa de 16,25%, enquanto as bebidas importadas, como o uísque, têm uma tarifa de 19,5%.
6. Barreiras não Tarifárias: O Brasil é criticado por aplicar restrições a produtos remanufaturados, equipamentos pesados, eletrônicos, médicos e veículos usados.
7. Barreiras Alfandegárias: O Brasil é acusado de exigir documentação inconsistente para bens temporários, o que prejudica as exportações dos EUA.
8. Barreiras Técnicas e Sanitárias: O Brasil é criticado por manter proibição não científica à carne suína dos EUA e por exigir certificação duplicada para vinhos.
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O relatório é usado pela Casa Branca como justificativa para a imposição de novas taxas. O embaixador e representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que a administração está trabalhando diligentemente para abordar essas práticas injustas e não recíprocas, ajudando a restaurar a justiça e a colocar as empresas e os trabalhadores americanos esforçados em primeiro lugar no mercado global.
Além do Brasil, outros 47 países e a União Europeia (UE) são citados no relatório. Os 10 países mais citados são:
1. China
2. União Europeia
3. Índia
4. México
5. Canadá
6. Japão
7. Brasil
8. Coreia do Sul
9. Vietnã
10. Argentina
O relatório destaca a importância de abordar as barreiras comerciais para promover o comércio justo e recíproco entre os países.
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