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Assim como Gugu, veja como ser um doador de órgãos

O apresentador Gugu Liberato morreu nesta sexta-feira (22), aos 60 anos, após sofrer uma queda em sua casa, em Orlando, Estados Unidos, e apresentar morte cerebral.

Após confirmação da morte cerebral de Gugu, a família do apresentador autorizou a doação total de órgãos em comunicado oficial. Por meio da doação, o hospital Orlando Health Medical Center, onde ele ficou internado, estima que ao menos 50 pacientes serão beneficiados.

O número de doadores de órgãos no Brasil cresce cada dia e, com ele, o índice de transplantes realizados no país também aumenta. Mas, a falta de informação ainda faz com que muitas pessoas tenham medo ou alguma outra insegurança que as impedem de ajudar outras pessoas.

A melhor notícia, e que muitos não sabem, é que para ser doador, não é necessário deixar nenhum documento por escrito. Dizer aos familiares é maneira mais importante de se tornar um doador, já que a lei brasileira exige o consentimento da família para a retirada de órgãos e tecidos para transplante, ou seja, a doação no Brasil é do tipo consentida. Neste caso, cabe à família respeitar a vontade do doador.

Outra maneira é entrar na página do programa “Doar é legal” e imprimir certidão que ateste essa vontade. O Projeto é uma iniciativa do Poder Judiciário para conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. A iniciativa consiste na emissão de certidão (sem validade jurídica) que atesta a vontade de voluntários em doar órgãos, células e tecidos. Para obter o documento, basta preencher um formulário virtual. Após a confirmação, a certidão pode ser impressa.

Além disso, você pode compartilhar essa decisão no Facebook. O Ministério da Saúde e o Facebook firmaram parceria para incentivar a doação de órgãos. O objetivo da parceria é cadastrar possíveis doadores, entre os mais de 40 milhões de usuários da rede social no Brasil.

Para fazer parte do grupo de doadores de órgãos, siga estes passos:

  1. No Feed de Notícias, clique em seu nome no canto superior esquerdo.
  2. Clique em Acontecimento no topo de sua linha do tempo.
  3. Selecione Saúde e boa forma.
  4. Selecione Doador de órgãos.
  5. Selecione seu público e clique em Salvar.

Quais os requisitos para um falecido ser considerado doador de acordo com o Ministério da Saúde?

  • Ter identificação e registro hospitalar;
  • Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;
  • Não apresentar hipotermia, hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do sistema nervoso central;
  • Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante;
  • Submeter-se a exame complementar que demonstre morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral;
  • Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas.
  • Após diagnosticada a morte encefálica, o médico do paciente, da Unidade de Terapia Intensiva ou da equipe de captação de órgãos deve informar de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante.

 O que é possível doar?

  • Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias);
  • Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas);
  • Pulmão (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas);
  • Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas);
  • Fígado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
  • Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
  • Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos);
  • Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
    Pele; e Valvas Cardíacas.