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Christiane Torloni defende “Fina Estampa”

Depois de alguns atores falarem coisas negativas de “Fina Estampa”, Aguinaldo Silva veio a público defender a novela. E ele não está só. A atriz Christiane Torloni veio a público defender o folhetim em que trabalhou, lembrando as diferenças entre a realidade a ficção. Ela interpretou a vilã Tereza Cristina na produção.

++ Aguinaldo celebra sucesso de reprise de “Fina Estampa”

“Acho que o Aguinaldo foi muito corajoso de escrever a novela na época, correndo todos os riscos de ser politicamente incorreto e botando na boca dos personagens coisas que hoje o politicamente correto condenaria completamente. E é para isso que existe a ficção. Você já viu governo mais politicamente incorreto que esse? A gente está falando de ficção, na ficção você pode e deve ser livre. Difícil é a liberdade que determina morte e vida das pessoas. A arte não tem esse compromisso e não deve ter. É libertadora por isso. Quando fiz uma cleptomaníaca, por exemplo. É terrível, é verdade, existem pessoas que têm essa doença. Aí você faz o quê? Tranca num quarto e finge que não existe? O ser humano precisa do espelho da arte. Isso o liberta. Ele chora, ri, reflete. Por isso, tentam desmontar todas as entidades de cultura neste país nos últimos dois anos praticamente. A arte é perigosa, ela pode e deve ser politicamente incorreta. O que não pode ser politicamente incorreto é o governo, que faz com que as pessoas estejam passando fome, morrendo sem respirador. Que tem corrupção e está queimando a Amazônia inteira, entregando ouro para bandido. Queimar a Amazônia é imperdoável. Não é fazer “Fina estampa” que é imperdoável”, desabafou a atriz.

Lançada originalmente há nove anos, “Fina Estampa” conta com cenas de homofobia, machismo e assédio moral. E como qualquer produção da Globo conta com aquela mensagem nos créditos que diz que “qualquer semelhança será mera coincidência”. Até por isso, a atriz comentou a opinião de Marco Pigossi.

“O nome disso é democracia. Eu luto para as pessoas terem o direito de falar o que elas quiserem. Ele tem o direito de manifestar a opinião dele. Posso concordar ou não. Como você já viu, não concordo. Eu gosto da novela e adoro minha personagem. As pessoas têm o direito de se arrepender de ter feito tal personagem. Eu não me arrependo de jeito algum. Se tivesse que fazer, faria de novo e me divertiria tanto quanto ou mais, porque acho que agora devo estar melhor como atriz do que há nove anos. Então, provavelmente, seria mais abusada ainda. Eu acho que ele fez muito bem o papel dele. Era difícil para caramba. É um bom ator”, explicou a eterna Tereza Cristina.

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