
Débora Paixão deixa carceragem federal e cumpre prisão domiciliar (Foto: Instagram)
Após audiência de custódia na quinta-feira (16), a influenciadora Débora Paixão deixou a carceragem federal. Ela e o marido, Chrys Dias, foram presos na quarta (15) em operação da Polícia Federal que apura um complexo esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A ação mobilizou agentes em várias cidades, resultando na detenção de figuras públicas e empresários suspeitos de participar de movimentações financeiras ilegais, com repercussão nacional.
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A Justiça Federal determinou que Débora cumpra prisão domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica, em substituição à prisão preventiva. A ordem estabelece ainda restrições de contato com possíveis testemunhas e comparecimento periódico em juízo, seguindo protocolos de controle estabelecidos pela Vara Criminal. A medida abre caminho para a influenciadora aguardar em casa o desenrolar das investigações, enquanto os autos permanecem sob sigilo.
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A defesa do casal emitiu nota afirmando confiança plena nas instituições e na inocência de Chrys Dias e de Débora Paixão. Segundo o documento, aguarda-se manifestação do Ministério Público e da autoridade policial dentro dos prazos legais. Nas redes sociais, Olivia Paixão, irmã da influenciadora, celebrou a liberação da irmã e tranquilizou seguidores: “Está bem! Está com as crianças!”, garantiu, sem entrar em detalhes sobre o andamento do caso.
Logo após a notícia da possível libertação de Débora, surgiram especulações sobre uma gestação da influenciadora. Olivia, em story no Instagram, classificou o boato como “informação equivocada” e assegurou que, caso seja confirmada, a própria Débora se pronunciará. “Muita gente perguntando. Se ela realmente estiver grávida, haverá um posicionamento para vocês”, declarou, visivelmente emocionada, enquanto lidava com comentários dos seguidores nas redes.
A intervenção faz parte da Operação Narcofluxo, que também resultou na prisão dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo, além do proprietário da página “Choquei”, Raphael Sousa Oliveira. A investigação mira uma associação criminosa dedicada à movimentação ilícita de valores no país e no exterior, inclusive por meio de criptoativos. O grupo teria criado uma rede para ocultar recursos e lavá-los em transações de grande monta.
Segundo o inquérito, a quadrilha utilizava um sistema estruturado para disfarçar e ocultar recursos, com operações financeiras de elevado valor, transporte de dinheiro em espécie e transações via criptomoedas. Estima-se que o volume movimentado supere R$ 1,6 bilhão. Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu veículos de luxo, quantias em dinheiro vivo, documentos, computadores e celulares, que deverão embasar etapas futuras da apuração criminal.
Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal não detalhou a participação específica de cada preso, mas sinalizou que as provas coletadas serão fundamentais para definir responsabilidades. O processo tramita na Justiça Federal sob segredo de justiça, e novas diligências devem ser realizadas nos próximos meses para aprofundar a análise dos registros financeiros e digitais.








