
A influenciadora Karine de Sousa, conhecida como Káh Felipe, faleceu aos 36 anos em Fortaleza após complicações de um câncer resultante do xeroderma pigmentoso (XP), doença genética rara com a qual ela convivia desde a infância. Mãe de quatro filhos e casada, Karine acumulava mais de 750 mil seguidores nas redes sociais, onde detalhava seu tratamento e chamava atenção para os impactos da condição.
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A família anunciou seu falecimento no perfil oficial da influenciadora. Em nota de despedida, destacaram sua força e fé inabalável: “Nossa guerreira cumpriu sua missão e deixou um legado de força, coragem e, acima de tudo, de fé. Ela acreditou até o fim e lutou com todas as suas forças, sem nunca perder a esperança.”
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Nos últimos meses, o quadro de Káh Felipe se agravou após a confirmação de metástase. Segundo os médicos, a expectativa de vida variava entre seis meses e dois anos, o que a levou a adotar cuidados paliativos e a relatar, abertamente, cada etapa do tratamento.
Para controlar as dores intensas causadas pelo câncer que atingiu ossos, fígado e pulmões, ela recebia doses regulares de morfina a cada quatro horas. Quando a medicação não era suficiente, a influenciadora procurava atendimento no Instituto do Câncer do Ceará (ICC) e foi internada por 18 dias no Hospital Geral de Fortaleza e no Hospital Universitário do Ceará, tratando pneumonia e enfrentando efeitos colaterais da quimioterapia.
Mesmo com o estado de saúde delicado, Káh Felipe manteve suas redes ativas, compartilhando fotos e vídeos do dia a dia, relatando seus desafios diários, inspirando milhares de seguidores e ampliando o debate sobre o xeroderma pigmentoso, além de oferecer dicas sobre cuidados diários.
O marido, Edmilson, também mostrou o lado mais pessoal da luta. “Eu tô vendo a mulher mais forte desse mundo desmoronar, chorar, se perguntar por quê. Eu fico revoltado. Eu não sei o que fazer. Eu não posso fazer nada a não ser dar o meu apoio e ser o mais forte que eu conseguir no meio disso tudo”, escreveu ele durante o tratamento.
Os primeiros sinais da doença surgiram quando Karine tinha apenas três anos. Inicialmente, as manchas na pele foram confundidas com sardas, mas com o tempo evoluíram para tumores cutâneos, até que o diagnóstico de xeroderma pigmentoso foi confirmado.
A partir de sua própria trajetória, a influenciadora passou a produzir conteúdo educacional sobre a importância do diagnóstico precoce, cuidados contínuos com a exposição solar — incluindo uso de roupas de proteção, filtros solares e acessórios — e destacou os desafios diários enfrentados por quem convive com essa condição, construindo uma comunidade de apoio entre pacientes e familiares.








