Influenciadora cearense Káh Felipe morre aos 36 anos após complicações de câncer metastático

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A história de Kah sempre foi um exemplo de resiliência e celebração da vida. Diagnosticada com um câncer raro ainda na infância, aos 3 anos de idade, ela enfrentou uma rotina severa de tratamentos e passou por mais de 250 procedimentos cirúrgicos ao longo de sua jornada, sempre compartilhando mensagens de esperança com quem a acompanha.
Atualmente, o quadro de saúde de Kah passou por uma mudança delicada, exigindo cuidados ainda mais intensos e o suporte integral de sua rede de apoio. (Foto: X)

Dois dias antes de morrer, a influenciadora cearense Karine de Sousa, conhecida como Káh Felipe, emocionou seguidores ao publicar uma mensagem sobre a saudade da família durante o período de internação. Diagnosticada com Xeroderma Pigmentoso desde a infância, ela faleceu na sexta-feira (24), aos 36 anos, em decorrência de complicações de um câncer metastático que atingiu ossos, fígado e pulmões.

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Na última publicação em seu perfil, que contava com mais de 750 mil seguidores, Káh apareceu em fotos e vídeos ao lado da filha caçula, de 3 anos, que foi visitá-la no hospital acompanhada do pai, Edmilson Alcântara. “16 dias internada, longe de casa, longe das pessoas que eu mais amo nessa vida, e quando eles vêm aqui meu dia se torna mais leve, mais alegre!! E hoje minha tarde foi cheia de muito amor, porque o papai trouxe ela pra ver a mamãe.”

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A confirmação da morte de Káh Felipe foi divulgada pela família por meio do perfil oficial da influenciadora. No comunicado, afirmaram: “Nossa guerreira cumpriu sua missão e deixou um legado de força, coragem e, acima de tudo, de fé. A fé era a palavra que melhor a definia. Ela acreditou até o fim e lutou com todas as suas forças, sem nunca perder a esperança.” Káh deixa o marido e quatro filhos. O velório foi marcado para sábado (25), no Memorial Fortaleza, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza.

A influenciadora estava internada há 18 dias após apresentar fortes dores e um inchaço na perna esquerda. Nesse período, passou pelo Hospital Geral de Fortaleza e pelo Hospital Universitário do Ceará, tratando pneumonia e outras complicações decorrentes dos efeitos colaterais da quimioterapia.

Meses antes, os médicos identificaram metástase do câncer que atingiu ossos, fígado e pulmões, estimando uma sobrevida entre seis meses e dois anos. Nas redes sociais, ela se autodenominava “paciente paliativa em fase terminal”. Para aliviar as dores intensas, recebia doses de morfina a cada quatro horas e, quando necessário, era encaminhada ao Instituto do Câncer do Ceará (ICC) para cuidados paliativos.

Durante o tratamento, o marido Edmilson Alcântara compartilhou o sofrimento da família com os seguidores: “Eu tô vendo a mulher mais forte desse mundo desmoronar, chorar, se perguntar por quê. Eu fico revoltado. Eu não sei o que fazer. Eu não tenho o que fazer. Eu não posso fazer nada a não ser dar o meu apoio e ser o mais forte que eu conseguir no meio disso tudo. Embora, muitas vezes, em vez de ser a força, eu sou a fraqueza, porque eu choro mais do que ela.” O relato comoveu milhares de internautas e voltou a circular após o falecimento de Káh.

Káh Felipe descobriu o Xeroderma Pigmentoso aos três anos de idade, quando as manchas na pele foram inicialmente confundidas com sardas. Com o avanço da doença, surgiram tumores cutâneos. Em suas redes, ela utilizava a própria rotina para conscientizar sobre essa condição rara, exibindo desafios do tratamento e incentivando o diagnóstico precoce. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o XP é uma enfermidade genética que causa sensibilidade extrema à radiação ultravioleta, eleva o risco de câncer de pele e exige cuidados rigorosos com a exposição solar.