
Irredutível: TJ-GO confirma condenação de William Pimenta Gusmão por importunação sexual (Foto: Instagram)
O empresário William Pimenta Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, teve a condenação confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) por importunação sexual. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (07) pela 1ª Câmara Criminal, que revisou a decisão anterior. O caso remonta a abril de 2023, durante uma festa em Jussara, no interior do estado, quando a vítima relatou ter sido tocada sem consentimento dentro de sua calça.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
No recurso, Rauriceia Martins da Costa questionou a absolvição concedida em primeira instância e apresentou provas adicionais que motivaram a reforma do veredicto. Conforme o acórdão da 1ª Câmara Criminal, os desembargadores consideraram suficientes as evidências para condenar William por um dos episódios de importunação sexual ocorridos no mesmo evento. A outra queixa registrada contra ele foi mantida como absolvida, por falta de comprovação.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Segundo o Ministério Público de Goiás, o crime aconteceu durante a festa “Revoada”, em 2 de abril de 2023. A denúncia relata que, quando a vítima se aproximou de William para tirar uma foto, ele teria introduzido a mão por dentro da calça dela, tocando suas partes íntimas sem autorização. Esse ato foi enquadrado no artigo 215-A do Código Penal, que tipifica a importunação sexual.
Em seu depoimento, Rauriceia descreveu o choque e afirmou ter conseguido deixar o local apenas ao lado da esposa, Juliana. Logo após o ocorrido, ela comunicou o fato à companheira e a uma amiga que presenciou o episódio à distância. Para o colegiado da 1ª Câmara Criminal, o conjunto de testemunhos e do relato formal foi determinante para confirmar a prática do crime.
A segunda acusação, que teria ocorrido em outro ponto do evento, no estacionamento, não teve respaldo probatório e manteve a absolvição de William nessa parte do processo. As vítimas relataram ter buscado um segurança e tentado gravar o segundo episódio, mas sem apresentar vídeo comprobatório. Com isso, o tribunal fixou uma condenação e uma absolvição distintas, cabendo ainda eventuais recursos ao Superior Tribunal de Justiça.








