
Mulher de 47 anos é conduzida pela PM após prisão em flagrante em Aparecida de Goiânia (Foto: Instagram)
Uma mulher de 47 anos foi detida em flagrante na última quinta-feira (26) em Aparecida de Goiânia (GO), sob suspeita de extorquir e ameaçar duas garotas de programa, de 24 e 32 anos. A ação foi conduzida por policiais militares do 39º Batalhão da Polícia Militar (BPM), que autuaram a suspeita pelos crimes de extorsão e ameaça após receber denúncia das vítimas sobre o esquema criminoso.
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De acordo com o inquérito, a acusada, apontada como cafetina, exigia o pagamento de R$ 60 para que as profissionais pudessem utilizar um ponto de prostituição na cidade. Caso o valor não fosse quitado no prazo estipulado, ela aplicava multas que elevavam a dívida para até R$ 300, intensificando a pressão sobre as vítimas e assegurando o fluxo de recursos indevidos.
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As duas mulheres procuraram a delegacia e apresentaram comprovantes de transferências bancárias, que demonstraram a regularidade dos pagamentos à suspeita. Segundo os depoimentos, havia cobranças recorrentes, sempre acompanhadas de intimidação e ameaças de violência, caso o montante fosse questionado ou deixado de ser pago. Os documentos bancários serviram como prova essencial para embasar a acusação de extorsão.
Nas declarações, as vítimas relataram ainda que a acusada utilizava o nome de um homem, supostamente seu comparsa, para reforçar os avisos de agressão. Alegava que esse indivíduo seria responsável por efetuar as agressões físicas contra quem se negasse a saldar os débitos, elevando o clima de medo e dificultando qualquer tentativa de resistência ou denúncia por parte das profissionais de programa.
Após a prisão em flagrante, a suspeita foi levada à Central Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, onde foi formalmente autuada pelos crimes de extorsão e ameaça. A delegacia local encaminhou o caso para a Polícia Civil de Goiás, que agora investiga todos os detalhes do esquema, incluindo eventuais irregularidades no ponto de prostituição e em outras práticas de coerção adotadas pela denunciada.
A Polícia Civil pretende identificar e ouvir o suposto comparsa mencionado pelas vítimas, além de averiguar se há mais pessoas envolvidas no esquema de cobrança ilegal. O procedimento também busca determinar se houve participação de terceiros na manutenção do ponto de prostituição ou em outras possíveis formas de exploração, ampliando a investigação para garantir o esclarecimento completo dos fatos.







