Uma mulher norte-americana de 50 anos foi encontrada acorrentada a uma árvore em uma floresta no estado de Maharashtra, no oeste da Índia. O resgate ocorreu após pastores ouvirem pedidos de socorro e acionarem as autoridades. A polícia investiga o caso e informou que ainda busca confirmar as circunstâncias que levaram a vítima a permanecer no local.
Identificada como Lalita Kayi Kumar, a mulher foi localizada em uma área de mata no distrito de Sindhudurg, a cerca de 450 quilômetros ao sul de Mumbai. Imagens divulgadas por veículos de imprensa indianos mostram a vítima debilitada, usando roupas desgastadas e com uma das pernas presa à árvore por uma corrente de metal.
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Após o resgate, Lalita foi encaminhada a um hospital em Sindhudurg e, posteriormente, transferida para o Instituto de Psiquiatria e Comportamento Humano do Hospital Universitário de Goa. Segundo a polícia, os médicos informaram que ela apresenta problemas psiquiátricos, mas está fora de perigo.
Sem conseguir falar, a mulher escreveu um bilhete relatando o que, segundo ela, teria acontecido. “Recebi uma injeção para psicose extrema, o que causou um travamento severo da mandíbula e me deixou incapaz de beber água. Preciso de alimentação intravenosa. Fiquei 40 dias sem comida e sem água. Meu marido me amarrou a uma árvore na floresta e disse que eu morreria ali”, disse.
Com a vítima, os investigadores encontraram uma cópia do passaporte norte-americano, um documento de identidade indiano e outros registros pessoais.
A polícia registrou um caso de tentativa de homicídio contra o marido da mulher, identificado como Satish. No entanto, o inspetor Vikas Badave afirmou que as autoridades ainda possuem poucas informações sobre ele e enviaram uma equipe ao estado de Tamil Nadu, onde consta um endereço vinculado ao documento de identidade da vítima.
Segundo Badave, os investigadores também tentam localizar familiares da norte-americana e verificar todas as informações apresentadas por ela. Até o momento, a polícia informou que ainda não conseguiu colher um depoimento formal da mulher, por orientação da equipe médica.
De acordo com a imprensa local, o passaporte norte-americano de Lalita continha um visto indiano vencido, indicando que ela vivia na Índia havia cerca de dez anos.












