
Tenente Ronickson Pimentel dos Santos e a operação policial em São Caetano do Sul (Foto: Instagram)
A Justiça de São Paulo decretou nesta segunda-feira (28) a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de envolvimento no ataque ao tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos. Ele é irmão de Eloá Pimentel, jovem que morreu em 2008 após ser mantida em cárcere privado em um caso que teve ampla repercussão nacional. O crime ocorreu no sábado (27), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, quando o policial foi perseguido e atingido por disparos durante uma emboscada.
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As prisões foram feitas neste domingo (28) em Guaianases, na zona leste da capital. Após serem localizados, os suspeitos foram conduzidos ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde permanecem para prestar depoimento sobre o atentado.
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De acordo com a Polícia Civil, os dois homens teriam oferecido apoio logístico aos executores do ataque, auxiliando na perseguição ao tenente. As investigações apontam que eles coordenaram a ação com os autores dos disparos, usando veículos para acompanhar a motocicleta que transportava os atiradores antes e depois do atentado. Ainda segundo as apurações, esse suporte foi essencial para a emboscada que resultou nos ferimentos graves do oficial.
Dois automóveis ligados aos investigados foram apreendidos pela polícia e encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia. Os exames vão determinar se os veículos foram usados no dia do crime, buscando vestígios como marcas de tiros, fragmentos de munição e possíveis digitais.
Além dos dois detidos, um terceiro homem, de 24 anos, esteve no DHPP acompanhado do pai — um dos presos — mas não chegou a ser detido. A Polícia Civil informou que as diligências prosseguem para identificar todos os envolvidos no atentado e esclarecer o papel de cada suspeito, inclusive dos responsáveis pelos disparos contra o tenente.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos segue internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Ele passou por cirurgia neurológica de emergência após ser baleado e permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento neurológico contínuo. De acordo com o último boletim, seu estado de saúde é considerado gravíssimo, mas estável.







