
Hilcimar Lopes da Silva, condenado por ocultação de cadáver em um dos casos que ganhou notoriedade no Distrito Federal, foi detido na última sexta-feira (26) em Brasília. Ele era considerado foragido após descumprir as condições do regime semiaberto ao não retornar ao sistema prisional no prazo estabelecido.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A prisão aconteceu na Rodoviária do Plano Piloto, onde a Polícia Militar do Distrito Federal o reconheceu durante um patrulhamento na área central. Confirmada sua identidade, os agentes efetuaram a detenção e o levaram para a 5ª Delegacia de Polícia, localizada na área central de Brasília.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Hilcimar foi condenado a 16 anos de reclusão por colaborar na ocultação do corpo de uma das vítimas atribuídas a Eduardo de Araújo da Conceição, o “Vampiro do Itapoã”. O crime ganhou ampla repercussão em razão da crueldade e dos detalhes macabros envolvendo o acusado principal.
O apelido “Vampiro do Itapoã” surgiu após testemunhas relatarem que Eduardo teria ingerido o sangue de uma das vítimas durante o crime. Em vistoria à residência do acusado, a polícia encontrou diversos animais mantidos em condições precárias e restos orgânicos que reforçaram as suspeitas sobre seu comportamento.
De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a vítima identificada como Heraldo foi contratada para erguer uma cerca em um terreno no Itapoã e recebeu como adiantamento duas pedras de crack. Ao não concluir o trabalho no prazo, ele passou a ser ameaçado pelo grupo, tendo sido atacado na cabeça com uma barra de ferro.
As investigações apontam que Eduardo de Araújo da Conceição ordenou que um comparsa e um adolescente escondessem o corpo em uma galeria de esgoto, estratégia pensada para dificultar a ação dos policiais. No Tribunal do Júri do Paranoá, os jurados reconheceram que o homicídio ocorreu por motivo banal e com extrema crueldade.
Além de Hilcimar e de Eduardo, Francisco das Chagas Araújo também foi responsabilizado e recebeu 13 anos de prisão. Já o adolescente envolvido cumpriu medida socioeducativa em unidade determinada pela Justiça.







