Desequilíbrio energético da Terra dobra e acende sinal de alerta para catástrofes climáticas

Posted by


Planeta em chamas e frio: o desequilíbrio energético da Terra (Foto: Instagram)

Um estudo recente de especialistas em clima aponta que o desequilíbrio energético da Terra — a diferença entre a quantidade de energia solar absorvida e a devolvida ao espaço — quase dobrou nas últimas décadas. Esse crescimento indica que o planeta está acumulando calor em ritmo acelerado, agravando a probabilidade de eventos climáticos extremos em escala global e sinalizando alterações profundas no sistema climático.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Nas últimas semanas, diversas regiões da Europa e do sul da Ásia têm enfrentado ondas de calor recordes, o que evidencia a dimensão mais visível desse fenômeno. Contudo, esses episódios extremos são apenas um sintoma de um processo amplo em curso: a retenção progressiva de calor pelo planeta, desencadeada principalmente pela atividade humana e pelas emissões de gases de efeito estufa.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A pesquisa, conduzida por uma equipe internacional de cientistas responsável pelo monitoramento anual do sistema climático, revela que o balanço entre a energia que entra e sai do planeta atingiu níveis inéditos. De acordo com os dados divulgados, esse desequilíbrio dobrou desde a década de 1970, alcançando patamares considerados recordes pelos pesquisadores.

Especialistas ressaltam que, em condições naturais, sem a influência antropogênica, o balanço energético se manteria estável, com a radiação solar absorvida sendo igual àquela refletida de volta ao espaço. No entanto, o aumento contínuo das concentrações de gases de efeito estufa tem gerado essa perturbação no sistema, acelerando o aquecimento global.

Estima-se que cerca de 90% do calor extra fique retido nos oceanos, que funcionam como grandes reservatórios de energia térmica. Com isso, registra-se elevação da temperatura das águas, derretimento acelerado de geleiras e calotas polares, além do descongelamento do permafrost. Desde o início do século XX, o nível médio do mar subiu cerca de 23 centímetros, com uma variação anual de 1,7 milímetro entre 1901 e 2018, e mais de 3,6 milímetros na última década.

O aquecimento oceânico também intensifica as ondas de calor marinhas — períodos em que a temperatura do mar permanece acima da média por dias ou semanas. Em 2025, os oceanos passaram em média 65 dias sob esse fenômeno. Além de afetar ecossistemas e a pesca, mares mais quentes elevam a evaporação e a umidade atmosférica, potencializando extremos como secas, chuvas intensas e picos de calor. A interação com eventos naturais, como o El Niño “Godzilla”, pode agravar ainda mais esses impactos, como alerta o secretário-geral da ONU, António Guterres.