Grave! Médico é acusado de matar crianças para doar seus órgãos em MG

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O caso de Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos, tornou-se um dos episódios mais marcantes envolvendo transplantes de órgãos no Brasil. Em abril de 2000, o menino sofreu uma queda de aproximadamente dez metros do prédio onde morava, em Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, e foi levado para atendimento médico.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Paulo foi inicialmente atendido no Hospital Pedro Sanches e, posteriormente, transferido para a Santa Casa de Poços de Caldas. Segundo as investigações, foi nesse hospital que os órgãos da criança foram retirados após um diagnóstico de morte encefálica que teria sido forjado.

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Ainda conforme o MPMG, os médicos envolvidos teriam antecipado a morte do menino com o objetivo de utilizar seus órgãos em transplantes para outros pacientes. As investigações apontaram que Paulo ainda apresentava sinais vitais quando os procedimentos para a retirada dos órgãos foram realizados.

O caso começou a ganhar novos desdobramentos após o pai da criança desconfiar do atendimento prestado e questionar uma cobrança hospitalar considerada suspeita. A partir disso, as investigações identificaram, segundo o Ministério Público, falhas graves na assistência médica, ausência de estrutura adequada e procedimentos realizados por profissionais sem a qualificação exigida.

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Entre os condenados está o médico Álvaro Ianhez, apontado pela acusação como coordenador de uma central clandestina de transplantes. Ele foi condenado a 21 anos e oito meses de prisão por atestar falsamente a morte encefálica de Paulo. Outros médicos também foram condenados no processo.

Ao todo, seis dos sete profissionais denunciados receberam condenações. O episódio, que ficou conhecido nacionalmente como Caso Pavesi, levou ao encerramento do serviço de transplantes em Poços de Caldas e motivou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional.