Em 1971, uma residência em Sherman Oaks, na Califórnia, ficou conhecida por uma rotina incomum. A atriz Tippi Hedren, sua filha, Melanie Griffith, então com 13 anos, e o produtor Noel Marshall dividiam a casa com Neil, um leão adulto de aproximadamente 180 quilos que circulava livremente pelos ambientes.
O convívio foi registrado pelo fotógrafo Michael Rougier em uma reportagem publicada pela revista LIFE. As imagens mostram o animal caminhando pela cozinha, passando pela sala, próximo à piscina e até acompanhando a família em momentos do dia a dia.
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Em algumas ocasiões, Neil chegava a dormir na mesma cama que Melanie Griffith. Embora as fotografias transmitam uma aparente tranquilidade, elas também evidenciam os riscos de manter um grande predador solto dentro de uma residência.
A presença do leão fazia parte de um projeto idealizado por Tippi Hedren e Noel Marshall após uma visita a uma propriedade em Moçambique, onde observaram grandes felinos convivendo próximos de pessoas. A experiência motivou a produção do filme Roar, além da criação de leões, que mais tarde foram transferidos para uma propriedade localizada em Acton.
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Lançado em 1981, Roar ficou marcado pelos diversos acidentes registrados durante as filmagens. Integrantes do elenco e da equipe sofreram ferimentos ao longo da produção. Melanie Griffith foi atacada no rosto e precisou passar por uma cirurgia, enquanto Tippi Hedren também sofreu ferimentos graves.
Anos depois, Tippi Hedren reconheceu que permitir um leão solto dentro de casa foi uma atitude irresponsável. Apesar disso, sua relação com os grandes felinos contribuiu para a criação da Roar Foundation e do santuário Shambala, dedicado ao cuidado desses animais.
















