Corpo possivelmente de Berenice é encontrado pendurado em árvore

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Possível corpo de Berenice Ramos de Aguiar é localizado em área de mata em Angra dos Reis (Foto: Instagram)

Um corpo feminino foi achado na sexta-feira (17) em uma área de mata de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e pode representar um avanço nas buscas pela cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o fim de junho em Ubatuba. As evidências iniciais mobilizaram equipes da polícia e do Ibama para identificar a vítima e as circunstâncias do caso.

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A descoberta ocorreu em um penhasco já mapeado pelos investigadores, onde o corpo foi localizado pendurado a cerca de dois metros de altura em uma árvore. Essa posição sugere que o cadáver possa ter sido lançado ali para dificultar a localização, levantando a hipótese de ocultação de crime. O terreno íngreme complicou as primeiras análises.

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Para a remoção do corpo, o Corpo de Bombeiros recorreu a técnicas de rapel, garantindo a segurança da equipe na descida do penhasco. Após a retirada, os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais. A expectativa é de que os laudos incluam a análise de impressões digitais, arcada dentária e, se necessário, testes de DNA.

Horas antes do achado, peritos da Polícia Civil aplicaram luminol na caminhonete de Eliane Alves dos Santos, principal suspeita no caso, e identificaram vestígios de sangue, sobretudo no banco do passageiro. Os resultados preliminares reforçam a linha de investigação de homicídio, mas os laudos finais ainda estão em elaboração.

O delegado André Luiz Matera Costilhas, responsável pelas investigações, afirmou que a principal hipótese é de que o corpo seja de Berenice Ramos de Aguiar, mas ressaltou que a confirmação dependerá dos exames forenses do IML. “Só após as perícias teremos identificação oficial”, explicou. A apuração segue sob coordenação da Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Rio de Janeiro e do 3º BAEP.

Berenice desapareceu em 30 de junho, após sair do restaurante onde trabalhava em Ubatuba. Desde então, a ex-patroa permanece presa temporariamente, sob suspeita de envolvimento no caso. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, recolheu celulares e armamentos, e constatou reparos na caminhonete que indicam compatibilidade com impactos de disparos.

As diligências ainda incluem entrevistas a testemunhas e análise de imagens de câmeras próximas ao local do crime e às residências envolvidas. Investigadores também apuram desentendimentos entre a cozinheira e a ex-empregadora, com o objetivo de reconstruir os últimos passos de Berenice antes do sumiço e esclarecer o que ocorreu após o fim da relação de trabalho.