Funcionária investigada por supostas agressões a bebês em creche é encontrada morta

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Funcionária de creche é encontrada morta após vídeos de agressão a bebês (Foto: Instagram)

A funcionária da Creche Municipal Professora Vicentina Salvador Reginato, em Cerquilho, interior de São Paulo, foi encontrada sem vida na madrugada de quarta-feira (1º de julho), poucos dias após a divulgação de imagens em que aparece supostamente agredindo bebês da própria instituição. O caso ganhou repercussão nacional com a veiculação dos vídeos, motivando a prefeitura a instaurar investigação administrativa e criminal contra a servidora.
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Identificada como Margarete de Arruda Morás, de 51 anos, ela atuava na rede municipal de ensino e era responsável pelo cuidado de crianças de até um ano na creche onde as câmeras registraram supostas agressões. Desde que as imagens vieram à tona, a servidora estava sob apuração da Polícia Civil e de órgãos de proteção à infância, o que intensificou o acompanhamento do caso.
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Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo portal Bacci Notícias, familiares relataram que Margarete vinha enfrentando problemas psicológicos. O documento menciona ainda o depoimento do sogro, que afirmou que o marido da vítima estava em estado de choque e incapaz de prestar esclarecimentos. Foi ele quem notou a ausência da esposa durante a madrugada e a encontrou sem vida na varanda do sítio da família.

As imagens divulgadas mostram um bebê de seis meses brincando quando a funcionária se aproxima, empurrando a criança contra o chão em um dos registros. Em outra gravação, datada de 23 de junho, Margarete é flagrada pressionando um pano sobre o rosto da bebê. De acordo com a mãe de uma das vítimas, existem outras filmagens ainda mais graves, preservadas para anexação ao inquérito policial.

Em nota oficial, a Prefeitura de Cerquilho informou que, ao tomar conhecimento dos vídeos, registrou boletim de ocorrência e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar. As gravações também foram enviadas à Secretaria Municipal de Educação para adoção das medidas administrativas cabíveis. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a administração não detalhou a quantidade de crianças envolvidas.

As famílias das possíveis vítimas estão sendo comunicadas e recebem acompanhamento das autoridades competentes, enquanto a Polícia Civil prossegue nas investigações sobre as agressões e a morte de Margarete. A corporação registrou o óbito como provável suicídio, mas as circunstâncias ainda são apuradas.

O suicídio pode ser prevenido. Reconhecer sinais de alerta em si mesmo ou em pessoas próximas é fundamental. Se perceber comportamento de risco, procure ajuda médica e entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188.