Ex de Jairinho se pronuncia após celular ser encontrado em cela do ex-vereador

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Celular oculto é apreendido na cela de Jairinho em Bangu (Foto: Instagram)

A Polícia Penal localizou um telefone celular oculto na cela de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. O aparelho estava escondido entre livros no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e levou o detento a cumprir período em isolamento. A Corregedoria-Geral instaurou apuração para identificar responsabilidades do preso e de servidores envolvidos.

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De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), a apreensão ocorreu na quarta-feira (1º) após informações de inteligência indicarem que Jairinho teria acesso a um telefone dentro do sistema prisional. A pasta informou que abrirá processo administrativo disciplinar para apurar eventual omissão ou conluio de agentes que atuam na unidade.

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A ex-namorada de Jairinho, Débora Saraiva, divulgou um vídeo nas redes sociais na quinta-feira (2) demonstrando preocupação com a possibilidade de comunicação externa do ex-vereador. Ela relembrou ter sofrido agressões durante o relacionamento de cerca de um ano e afirmou que o acesso a um celular na cela reforça o medo de outras vítimas. “Para quem é vítima, essa notícia não é um detalhe. É motivo de preocupação. Quem já viveu o medo sabe o peso que isso tem. A sociedade precisa de um sistema prisional seguro e do cumprimento rigoroso da lei”, declarou.

Na revista na cela, agentes encontraram o aparelho entre volumes em uma estante improvisada e, em seguida, Jairinho foi removido para ala disciplinar. A Seppen explicou que o processo administrativo avaliará tanto o comportamento do preso quanto a conduta de servidores, buscando falhas ou conluios na entrada e circulação de itens proibidos.

Em nota, a Secretaria reafirmou que mantém fiscalização contínua em todas as unidades para coibir ingresso e circulação de materiais vedados, assegurando a segurança do sistema prisional fluminense. A ocorrência foi encaminhada à 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), que dará prosseguimento às investigações.

Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021 em um hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com diversas lesões. As apurações indicaram que o menino foi submetido a agressões repetidas dentro do apartamento de sua mãe, Monique Medeiros, e do então padrasto, Jairinho. Em junho deste ano, ele foi condenado a 43 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e tortura. Monique também foi julgada, teve a acusação de homicídio doloso reduzida para culposo e deixou a prisão em 4 de junho de 2026.