
Dayanne Rodrigues do Carmo Souza em foto de arquivo. (Foto: Instagram)
O desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-esposa do goleiro Bruno Fernandes, voltou a ganhar repercussão ao lembrar seu envolvimento no caso Eliza Samúdio. A mulher de 39 anos está sumida desde a quinta-feira (02), e seu nome revisita um dos processos criminais mais emblemáticos do país, nos quais chegou a ser denunciada por suposto sequestro do filho de Eliza e Bruno, mas acabou absolvida pelo Tribunal do Júri em 2013.
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Segundo o marido, Dayanne foi vista pela última vez em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela teria saído de casa pela manhã dizendo que iria visitar a mãe, deixou os filhos aos cuidados da avó e não retornou. O desaparecimento foi registrado na madrugada de sexta-feira (03) junto à Polícia Militar de Minas Gerais, após o marido perceber que ela não mantinha contato e encontrou cartas de despedida no imóvel.
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Antes desse episódio, Dayanne esteve casada com Bruno Fernandes na época do desaparecimento de Eliza Samúdio, em junho de 2010. Durante as investigações, o nome dela foi apontado por promotores como parte de um suposto plano para manter o bebê Bruninho em cativeiro. A acusação alegou que a ex-mulher do goleiro teria informado às autoridades que a mãe da criança teria abandonado o menino no sítio do atleta, em Esmeraldas.
As autoridades chegaram a detê-la e indiciá-la por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho do casal. Conforme a denúncia, ela permaneceu com a criança no sítio em Esmeraldas, participando da estratégia de ocultação do menor. Apesar das provas iniciais e das contradições em depoimentos, Dayanne sempre negou envolvimento ativo nos crimes atribuídos a Bruno e à quadrilha suspeita de atuar na logística do desaparecimento de Eliza.
No julgamento realizado em 2013, o Tribunal do Júri a absolveu das acusações relacionadas ao sequestro e cárcere privado, por falta de provas suficientes que a ligassem diretamente aos atos ilícitos. Na mesma sessão, Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de sequestro do filho, homicídio e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio, sentenças que sofreram alterações em instâncias superiores, mas que mantêm os principais fundamentos da decisão inicial.
Após a comunicação do desaparecimento, o esposo de Dayanne apontou aos policiais que encontrou no celular da mulher mensagens de cobrança enviadas por pessoas que se identificavam como agiotas, sugerindo a existência de dívidas não quitadas. A presença das cartas de despedida também alimenta a hipótese de que ela enfrentava problemas financeiros ou emocionais. As investigações seguem em curso para esclarecer as circunstâncias do sumiço e possível motivação.








