Governo lança nova etapa do Desenrola para quem mantém as contas em dia

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Autoridades durante o lançamento do Desenrola Adimplentes, novo programa de crédito com garantia do FGTS (Foto: Instagram)

Na segunda-feira, 29 de junho de 2026, o governo federal apresentou o Desenrola Adimplentes, uma versão ampliada do programa Desenrola destinada a trabalhadores que mantêm suas contas rigorosamente em dia. A iniciativa visa facilitar o acesso a empréstimos com custos menores, usando garantias do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para reduzir o risco das operações financeiras. Além disso, ex-alunos do Fies adimplentes também poderão se beneficiar com condições diferenciadas.

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Segundo o Executivo, o novo programa pretende corrigir uma distorção do mercado de crédito, na qual consumidores com bom histórico de pagamentos ainda enfrentam taxas elevadas e dificuldade em obter financiamentos. O enfoque busca promover maior equilíbrio e sustentabilidade no sistema financeiro, de modo a evitar o endividamento excessivo e incentivar o uso consciente do crédito, ao mesmo tempo em que expande as opções de empréstimo para quem já honra seus compromissos.

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O Desenrola Adimplentes é o carro-chefe desta fase do programa, voltado a trabalhadores formais e informais que quitam regularmente suas obrigações. Paralelamente, o Fies Empreendedores oferece uma linha reembolsável aos beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil, permitindo que recém-formados invistam em projetos profissionais ou iniciem pequenos negócios com recursos facilitados.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou durante o lançamento que a iniciativa marca um marco ao incluir um público historicamente desatendido pelas políticas tradicionais de crédito. “O foco é no trabalhador informal que paga suas contas em dia, com juros que variam de 6% a 12% ao mês. Com esse programa, oferecemos uma linha nova de financiamento, ampliando o alcance e reduzindo os custos para quem mais precisa”, afirmou o ministro.

Para participar, o interessado não pode ter saldo superior a R$ 15 mil em operações de crédito pessoal não consignado e deve apresentar, no mínimo, quatro parcelas pagas corretamente ou eventual atraso de até 90 dias. Em um exemplo prático, uma dívida inicial de R$ 5 mil parcelada em 12 meses pode reduzir a parcela mensal de R$ 734 para aproximadamente R$ 517 a partir do mês seguinte, considerando uma taxa de juros de 10%.

Ao lançar a modalidade para ex-alunos do Fies, o governo reforça que não haverá anistia, abatimento de parcelas ou renegociação de débitos já existentes. O objetivo é fomentar a inserção profissional de quem concluiu o curso superior, oferecendo crédito para investimento em iniciativas próprias, sem alterar as condições originais do financiamento estudantil.

Todos os empréstimos serão lastreados por garantias vinculadas ao FGTS, o que reduz o risco para as instituições financeiras e viabiliza taxas de juros máximas de 1,99% ao mês. Nas operações contratadas pela Carteira de Trabalho Digital (CTPS), a cobertura pode chegar a 100% do valor solicitado. Já em financiamentos feitos diretamente pelos bancos e financeiras, o FGTS pode garantir até 50% do montante concedido.