Corpos são enfileirados em La Guaira após terremoto na Venezuela

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Corpos aguardam identificação em La Guaira após terremotos (Foto: Instagram)

Corpos de vítimas dos recentes terremotos na Venezuela foram dispostos em fileiras nas ruas de La Guaira enquanto aguardam a identificação pelas autoridades. O desastre já deixou mais de 1.400 mortos e cerca de 3.000 feridos, segundo o balanço mais recente do governo local. As equipes de resgate permanecem mobilizadas na região, trabalhando contra o tempo em busca de sobreviventes entre os escombros.

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Imagens captadas no sábado (27) mostram dezenas de sacos funerários alinhados em um galpão oficial de La Guaira. Socorristas equipados com máscaras e luvas realizam os procedimentos de identificação, enquanto parentes das vítimas observam o reconhecimento dos corpos. A cena evidencia o esforço das equipes em lidar com o volume de mortos e a angústia das famílias por respostas.

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La Guaira foi declarada “zona de desastre” após os tremores, sendo uma das áreas mais afetadas. Mais de 100 edifícios desabaram somente neste estado, de acordo com dados do governo venezuelano. As autoridades estimam que cerca de 700 construções sofreram colapso em todo o país, das quais aproximadamente 200 foram completamente destruídas, agravando a crise humanitária local.

Os terremotos ocorreram na quarta-feira (24), com intervalo inferior a um minuto entre os dois principais abalos. O tremor mais forte, de magnitude 7,5, teve seu epicentro em El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas, e ficou a aproximadamente cinco quilômetros de distância do segundo foco sísmico. A pouca profundidade dos eventos intensificou os estragos sobre as estruturas.

Além das réplicas registradas em outras cidades costeiras, como La Guaira e arredores de Caracas, o Aeroporto Internacional da capital chegou a suspender operações por motivos de segurança. Especialistas alertam que quanto mais próximo da superfície ocorre o terremoto, maior é a intensidade das ondas sísmicas, o que explica o elevado número de edificações danificadas.

Equipes de resgate venezuelanas e de diversos países seguem vasculhando escombros em busca de possíveis sobreviventes. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. As autoridades reforçam que as primeiras 48 a 72 horas após o desastre são cruciais para achar vítimas com vida, mas mantêm operações contínuas diante das chances remanescentes.