
Tenente Ronickson Pimentel ao lado da irmã Eloá em foto de família (Foto: Instagram)
A esposa do tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos tornou público que ele prestou o concurso da Polícia Militar de São Paulo em 18 de outubro de 2008, exatamente no dia em que recebeu a notícia do assassinato da irmã, Eloá Pimentel. O tenente sofreu um tiro na cabeça na manhã de sábado (27) enquanto estava à paisana e parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ele segue internado em estado grave.
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Dias antes do atentado, Cíntia Pimentel compartilhou uma homenagem ao marido nas redes sociais, ressaltando sua trajetória após a morte de Eloá, assassinada em 2008. Na publicação, ela lembrou que Ronickson prestou o exame da PM no mesmo dia em que soube do falecimento da irmã, e destacou que “talvez aquele dia tenha revelado o que sempre existiu dentro de você: a capacidade de se levantar quando a vida parece impossível”. Para ela, ele poderia ter deixado a dor definir sua história, mas optou por convertê-la em propósito.
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Cíntia também reforçou que o desejo de seguir a carreira policial já estava presente antes da tragédia familiar. “Algumas pessoas costumam dizer que você entrou para a polícia por causa da perda da sua irmã, mas a admiração pela Polícia Militar já existia dentro de você muito antes. O que poucos sabem é que a sua história e a da polícia se cruzaram de uma forma que só os mais fortes conseguem suportar”, escreveu.
Na mesma homenagem, a tenente destacou como Ronickson transformou o sofrimento em missão de vida. Segundo Cíntia, a tragédia não endureceu o coração dele, mas o tornou “um homem ainda mais humano, preparado e comprometido em proteger vidas e lutar para que outras famílias não passem pelo que a sua passou”.
O caso de Eloá Pimentel ganhou repercussão nacional em outubro de 2008, quando ela foi morta pelo ex-namorado Lindemberg Alves após um sequestro que durou cerca de 100 horas em Santo André. Até hoje, o episódio é lembrado como um dos mais chocantes da história criminal brasileira.
Atualmente, Ronickson está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Segundo a equipe médica, ele permanece em estado gravíssimo, porém estável, sob monitoramento neurológico contínuo. A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de dar apoio aos autores dos disparos contra o tenente. As investigações estão a cargo das autoridades competentes.







