
Ex-presidente Jair Bolsonaro durante evento em Brasília (Foto: Instagram)
Um relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) revelou que a tornozeleira eletrônica apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma instabilidade de sinal na tarde de 19 de junho, poucas horas antes da partida entre as seleções do Brasil e do Haiti pela Copa do Mundo. Segundo o documento, a falha temporária foi identificada pela Central de Monitoramento, que acompanha Bolsonaro em prisão domiciliar em Brasília, e emitiu alerta ao ex-chefe de Estado.
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Os operadores da central registraram a interrupção momentânea da comunicação e sugeriram que Bolsonaro se deslocasse para uma área externa da residência onde cumpre a medida em Brasília, com o objetivo de facilitar o restabelecimento do sinal. Conforme relata o relatório, o ex-presidente atendeu imediatamente às orientações e permaneceu no local indicado, o que contribuiu para agilizar o processo de reconexão do dispositivo.
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Na sequência, uma equipe do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) foi deslocada até a residência para inspecionar o aparelho. Durante a visita, os técnicos avaliaram cuidadosamente a estrutura da tornozeleira e constataram que não havia danos aparentes. De acordo com o relatório, os indicadores luminosos e demais sinais operacionais permaneciam dentro dos padrões normais, sinalizando funcionamento adequado.
O documento também destaca que Bolsonaro colaborou plenamente com todos os procedimentos adotados pela equipe técnica, fornecendo informações solicitadas e seguindo orientações. Após análises detalhadas, não foram detectadas irregularidades na estrutura do equipamento ou em seu software. Segundo o relatório, o sinal foi restabelecido em curto prazo, sem necessidade de substituição imediata do dispositivo.
Com a conexão devidamente restabelecida, os técnicos conseguiram recuperar integralmente os registros de localização e demais dados gerados entre os instantes de falha e o retorno do sinal, assegurando a continuidade do monitoramento. A equipe ressaltou que não houve qualquer prejuízo na vigilância eletrônica, mantendo-se inalterados os procedimentos de controle e registro adotados pelas autoridades judiciais.
O episódio reforça a importância dos protocolos de manutenção e verificação periódica dos equipamentos de segurança eletrônica. No entanto, não se trata da primeira situação envolvendo a tornozeleira de Bolsonaro. Em 22 de novembro de 2025, uma tentativa de danificar o dispositivo motivou a revogação de sua prisão domiciliar e sua transferência para uma cela da Polícia Federal, em Brasília.
Na ocasião, o sistema de monitoramento emitiu um alerta de possível violação pouco depois da meia-noite, mobilizando imediatamente as equipes responsáveis. Durante as apurações, o ex-presidente apresentou justificativas que incluíram dificuldades no uso de medicamentos para tratar transtornos emocionais, insônia e a hipótese de que o aparelho abrigasse um mecanismo de escuta. Mesmo assim, ele negou qualquer intenção de fuga e afirmou ter acionado as autoridades após reconsiderar a situação.







