
Suspeito de matar e decapitar a mãe em BH será submetido a exame de sanidade mental (Foto: Instagram)
A Justiça de Minas Gerais determinou que Ritchie Glaycon Rodrigues, acusado de matar e decapitar sua mãe, passe por exame de sanidade mental. A decisão foi proferida na quinta-feira (25), a pedido da Polícia Civil, que apura o crime ocorrido na última segunda (22) no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O tribunal considerou imprescindível avaliar as condições psíquicas do suspeito para conduzir corretamente o processo criminal.
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A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza ordenou à unidade prisional onde Ritchie está detido que seja comunicada com urgência, garantindo a realização da perícia na próxima segunda-feira (29). O resultado do exame será decisivo para verificar se o suspeito tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito de seus atos e, assim, responder penalmente pelo crime. Esse laudo deverá orientar a continuidade das investigações e a instrução do processo.
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A avaliação psiquiátrica visa justamente analisar o estado mental de Ritchie no momento do homicídio e identificar possíveis transtornos que o impedissem de avaliar suas ações. Se os peritos concluírem que ele era incapaz de compreender ou controlar seu comportamento, a Justiça pode reconhecê-lo como inimputável, aplicando medidas previstas em lei para pessoas com distúrbios mentais. Até o momento, há relatos de testemunhas apontando potencial quadro de esquizofrenia, mas não há laudo médico oficial que confirme o diagnóstico.
O crime chocou a vizinhança. Ritchie Glaycon Rodrigues foi detido após policiais militares invadirem o apartamento onde ele morava com a mãe, depois que familiares e amigos estranharam o desaparecimento de Jussara Maria Rodrigues. Durante a ação, o suspeito foi interrogado sobre o paradeiro da mulher e acabou confessando o assassinato, indicando o local onde o corpo foi encontrado.
A vítima foi localizada decapitada e apresentava diversas perfurações provocadas por golpes de faca. Um dos policiais que atendeu a ocorrência ressalta a frieza do acusado. “O que mais chamou a atenção foi a frieza. Ele matou a mãe, a decapitou e tinha colocado uma carne para descongelar para fazer almoço. É uma situação muito difícil de entender”, relatou o sargento responsável pelo caso.
A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando as motivações do crime. Segundo vizinhos, mãe e filho vinham discutindo recentemente sobre a posse do apartamento, já que Ritchie afirmava ser o verdadeiro proprietário do imóvel. As circunstâncias do homicídio e a possível influência do estado de saúde mental do acusado continuam sendo apuradas pela equipe de investigação.








