
Integrantes do grupo de rope jump na Ponte do Esqueleto momentos antes do salto fatal (Foto: Instagram)
Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como líder do grupo de rope jump responsável pela morte de Maria Eduarda em Limeira (SP), afirmou em depoimento à Polícia Civil que sua única atribuição nos eventos era produzir e divulgar vídeos nas redes sociais, sem qualquer envolvimento técnico. Segundo ela, não tinha experiência para garantir a segurança dos saltos e considerou a queda da jovem de 21 anos uma “fatalidade”.
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Na mesma ocasião, as autoridades revelaram que a vítima foi lançada sem o equipamento de segurança de uma altura de 40 metros na Ponte do Esqueleto, no dia 13 de fevereiro. Dos seis detidos até o momento, Evelyne foi a única que admitiu ter fundado o grupo em outubro do ano passado, mas disse nunca ter operado na parte prática dos saltos, atuando apenas como “publicitária” dos vídeos.
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Inicialmente ouvida e liberada no mesmo dia do incidente, Evelyne acabou presa temporariamente após a investigação comprovar sua liderança no empreendimento. Ela declarou que estava a cerca de 20 metros de distância da beirada da ponte, na primeira tenda montada pela equipe, e que não havia como enxergar o que ocorria durante o salto, reforçando sua versão de que não interferiu na operação.
Entre os demais detidos, estão os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, flagrados em imagens empurrando a jovem sem cordas de segurança. Também foram presos o terceiro funcionário Gabriel Barros Martins, que não compareceu para depor, além de mais um membro da equipe ainda não identificado publicamente.
Em defesa, Evelyne ressaltou que confia na experiência dos colegas, todos com anos de prática em diversas equipes de rope jump: “Com toda a expertise que eles têm, é impossível prever o que ocorreu. Para mim, foi uma fatalidade.” Ela disse não entender como o equipamento falhou ou se houve negligência intencional.
Por fim, a detida negou qualquer tentativa de fuga após a tragédia, apesar do registro em boletim de ocorrência indicando o contrário. “A gente não fugiu. Estamos aqui aguardando julgamento e prontos para assumir o que for necessário, independentemente das consequências”, concluiu Evelyne.







