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Atleta trans declara: “Considero injusto competir contra mulheres”

Atleta trans declara: “Considero injusto competir contra mulheres” (Foto: Reprodução/La Voz de Galicia)

A atleta espanhola Mar Vázquez Martínez, de 61 anos, voltou a chamar atenção no mundo esportivo ao explicar por que decidiu disputar competições na categoria masculina após sua transição de gênero. A corredora, que se assumiu mulher trans aos 57 anos, afirmou que considera injusto competir contra mulheres devido ao histórico esportivo que construiu antes da transição.

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Mar fez história ao se tornar a primeira atleta trans da Galícia a subir ao pódio em uma competição masculina. Ela conquistou a medalha de bronze nos 3.000 metros do Campeonato Galego Master de Atletismo em Pista Coberta.

Em entrevistas à imprensa espanhola, a atleta explicou que, apesar de não produzir mais testosterona após o processo de transição, acredita que ainda possa manter algumas vantagens físicas adquiridas ao longo da vida. “Nunca competiria contra mulheres. Meu corpo continua sendo o corpo de um homem, embora eu não tenha mais testosterona. Prefiro chegar em último entre os homens do que em primeiro entre as mulheres”, afirmou.

Segundo Mar, a decisão foi tomada por respeito às demais atletas. “Considero injusto competir contra mulheres e por isso decidi disputar provas contra homens. Eu sei o quanto custa subir a um pódio e não quero tirar o lugar de nenhuma mulher”, acrescentou.

Após solicitar autorização à Federação Espanhola de Atletismo, ela recebeu aval para voltar às competições na categoria masculina. A entidade informou que Mar poderia participar normalmente dos eventos e se comprometeu a intervir caso surgissem problemas relacionados às inscrições.

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A atleta passou cerca de um ano afastada das pistas devido a uma lesão no menisco e a procedimentos médicos relacionados ao processo de transição. Agora, retomou os treinamentos com o objetivo de voltar gradualmente às competições. “Estamos indo devagar para evitar lesões. Meu treinador está muito comprometido comigo. Quando eu estiver pronta, quero voltar a competir e, quem sabe, disputar provas internacionais”, disse.

Mar também afirmou que o esporte teve papel importante em sua trajetória pessoal e incentivou outras pessoas trans a não abandonarem suas atividades esportivas. “O esporte foi uma forma de escape para mim. Eu diria para quem deseja competir que siga em frente. A vida é muito bonita e o apoio da família faz toda a diferença”, concluiu.

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