
Justiça mantém prisão de instrutores após morte em rope jump (Foto: Instagram)
A Justiça negou o pedido de habeas corpus de dois dos três instrutores presos pela tragédia que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a jovem foi lançada sem o equipamento de segurança que deveria deter sua queda de cerca de 40 metros. O caso é investigado como homicídio com dolo eventual.
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Na quinta-feira (18), o relator do processo negou o habeas corpus solicitado pela defesa de Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, mantendo-os detidos. Os dois são apontados pela Polícia Civil como responsáveis direta ou indiretamente pelo erro que provocou a queda fatal da jovem.
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O desembargador Mazina Martins fundamentou sua decisão na necessidade de aprofundar a análise das provas colhidas até o momento, além de concluir diligências consideradas essenciais para elucidar plenamente as circunstâncias do acidente. Segundo ele, a complexidade do episódio e o risco de interrupção das investigações justificam a manutenção das prisões.
Os três instrutores foram detidos no sábado (13), poucos dias após o salto que terminou em tragédia. A Polícia Civil busca reconstruir o passo a passo do rope jump e identificar as falhas operacionais e de segurança cometidas pelos responsáveis pela atividade. O terceiro envolvido também segue recolhido em unidade prisional.
De acordo com as apurações iniciais, Maria Eduarda morreu ao despencar de aproximadamente 40 metros de altura porque o sistema de ancoragem não havia sido corretamente afixado à sua cadeirinha. A falta de checagem dos equipamentos e de protocolos de segurança adequados provocou questionamentos sobre a responsabilidade dos organizadores e instrutores.
A investigação segue em curso sob a tipificação de homicídio com dolo eventual, caracterizada quando o agente assume o risco de produzir o resultado e, mesmo sem intenção direta de matar, concorre para o desfecho fatal. Novas perícias técnicas e depoimentos devem auxiliar na definição das responsabilidades criminais de cada um dos envolvidos.
