Caso Igor Peretto: homem se diz chocado ao descobrir envolvimento da irmã no crime brutal

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Marcelly Peretto e Mário Vitorino, apontados no caso de homicídio de Igor Peretto (Foto: Instagram)

Em entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, o vereador Tiago Peretto revelou o abalo que sentiu ao comprovar a participação de sua irmã, Marcelly Peretto, na morte do comerciante Igor Peretto. Segundo ele, a acusação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) aponta homicídio triplamente qualificado, cometido em conjunto com a viúva Rafaela Costa e o cunhado Mário Vitorino. Marcelly será submetida a júri popular, enquanto Tiago tenta entender como foi levado a defender a irmã antes da divulgação das provas.

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Um dos episódios mais tensos relatados pelo vereador foi a falsa versão de sequestro que Marcelly apresentou logo após o crime. Ele conta que chegou a apoiar publicamente a ideia de que ela havia sido forçada a fugir com Mário e orientou a irmã a aguardar um advogado antes de prestar depoimento. A crença de Tiago permaneceu até que ele viu imagens de câmeras de segurança mostrando que Marcelly saiu voluntariamente do local.

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Tiago também salienta o desaparecimento de provas cruciais que estavam em posse da irmã. Ele afirma que a polícia solicitou a roupa usada por Marcelly no dia do crime, manchada de sangue nas imagens, e que ela não entregou o material. “Ela prestou três ou quatro depoimentos, todos cheios de contradições”, declara o vereador, que ainda menciona um áudio em que Mário afirma que Marcelly teria sérios problemas se a verdade fosse revelada.

Para o parlamentar, a tese de que Marcelly apenas assistiu passivamente ao ataque é impossível de sustentar. O comerciante Igor levou 40 facadas dentro de um apartamento de 50 metros quadrados, o que tornaria inevitável ouvir gritos ou pedidos de socorro. “Até um porco grita quando está sendo esfaqueado. E ali era sangue do sangue dela, nosso irmão. Não é crível ficar deitada esperando tudo terminar”, indigna-se Tiago.

Transformando a dor em luta, Tiago Peretto adotou a causa do endurecimento das leis como bandeira política e social na Baixada Santista. Ele tem ajudado na captura de acusados em casos como o assassinato de Brenda Bulhões e a morte de Dona Sabrina. “Nossa legislação é fraca. Precisamos discutir a prisão perpétua. Sou símbolo dessa luta por meu sobrinho, que acorda implorando pelo pai. Recebo apoio de milhares e não vou descansar enquanto não houver justiça”, enfatiza.

Relembre o crime: no dia 31 de agosto, no apartamento de Marcelly Peretto, estavam presentes Igor, Marcelly e Mário Vitorino. Rafaela chegou ao local, mas saiu 13 segundos antes do marido entrar acompanhado do suspeito. O laudo aponta que Igor foi esfaqueado e, se sobrevivesse, teria ficado tetraplégico. Marcelly e Rafaela receberam voz de prisão em 6 de setembro, enquanto Mário foi detido no dia 15 em Torrinha (SP).