
Foto de Jackson Pinto da Silva e Nilza Moura de Sousa Antunes em momento anterior ao crime investigado em Cuiabá (Foto: Instagram)
Um áudio atribuído ao suspeito Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, marido da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64, trouxe à tona detalhes chocantes do crime investigado como feminicídio em Cuiabá, Mato Grosso. O arquivo de áudio veio a público na sexta-feira, 7 de maio, e mostra Jackson solicitando ajuda para concluir um serviço no quintal de sua residência, onde mais tarde seria encontrado o corpo da vítima. O conteúdo da conversa levanta novas dúvidas sobre a forma como o assassinato foi ocultado.
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Na gravação, o homem questiona a disponibilidade de um colaborador para ir imediatamente ao imóvel no bairro Parque Cuiabá. Ele menciona que a obra é “chata” e que precisa de urgência, pois o pedreiro está parado no local. A mensagem clandestina indica um pedido para finalizar uma escavação no quintal, onde, segundo a polícia, foi cavada uma vala profunda para enterrar o cadáver após o crime.
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O corpo de Nilza Moura de Sousa Antunes foi localizado na terça-feira, 5 de maio, enterrado em uma vala com cerca de dois metros de profundidade nos fundos da casa do casal, no Parque Cuiabá. Peritos criminais precisaram usar maquinário pesado para remover o solo e confirmar a identidade da empresária do setor imobiliário. O estado avançado de decomposição impossibilitou a realização de qualquer velório público.
Antes da descoberta do cadáver, Jackson Pinto da Silva havia procurado a delegacia para registrar o desaparecimento da esposa. Horas depois, ele retornou ao mesmo posto policial alegando ser vítima de extorsão, postura que aumentou a desconfiança dos investigadores. A inconsistência nas versões levou a Polícia Civil a aprofundar as diligências, mobilizando equipes para vasculhar a propriedade do casal e obter provas sobre o paradeiro de Nilza.
As investigações revelaram que o marido contratou uma empresa especializada em escavações para abrir o buraco no quintal e ocultar o corpo. Detido pelos agentes, Jackson acabou confessando o feminicídio. Conforme seu depoimento, ele enforcou a vítima até a morte em outro local, transportou o corpo para os fundos da residência e ordenou que o buraco fosse preenchido para disfarçar o crime.
Devido ao peso da terra depositada sobre o corpo, estimado em 1 a 2 dias, não foi possível realizar velório, e o sepultamento obedeceu a restrições de público. As autoridades seguem investigando a motivação por trás do assassinato e buscam apreender eventuais provas adicionais, incluindo registros de comunicações e testemunhos que possam esclarecer a dinâmica completa do crime. A Polícia Civil mantém a apuração aberta.








