Adolescente executado após divulgar localização teria feito gesto ligado a facção

Posted by


Retrato de José Carlos, de 15 anos, vítima de homicídio em Santa Rita (PB) (Foto: Instagram)

A morte do adolescente José Carlos, de 15 anos, ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. O jovem foi assassinado no dia 30 de abril em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, Paraíba, logo após compartilhar nas redes sociais uma foto em que aparecia jogando futebol em uma quadra do município. A circunstância do registro, com data e hora, teria sido determinante para que os suspeitos localizassem o local com rapidez.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Em um primeiro momento, o pai de José Carlos acreditava que o homicídio estivesse ligado ao roubo de um tênis avaliado em cerca de R$ 450, levado de seu filho antes do assassinato. Segundo relatos ouvidos pela família, o suspeito teria atacado o adolescente após descobrir a proximidade do valor do calçado, atribuindo ao ato a motivação principal do crime.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

No entanto, testemunhas que acompanharam a partida afirmam que, na imagem compartilhada, José Carlos fez um gesto apontado como símbolo de uma facção criminosa rival àquela que atuaria na região. De acordo com essas fontes, o sinal teria sido interpretado como uma provocação, atraindo a ira dos criminosos. Além disso, o post continha a localização exata da quadra, facilitando o cerco aos amigos e ao próprio adolescente.

Segundo informações da TV Correio, no dia do crime, José Carlos saiu diretamente da escola para a quadra de futebol, situada em uma área aberta de Santa Rita. Ele se reunia com amigos em um jogo informal quando, por volta do meio da tarde, foi surpreendido por homens armados que o abordaram e o forçaram a entrar em um veículo, sem que ninguém conseguisse intervir.

Conforme a Polícia Civil, o corpo do jovem foi encontrado horas depois em uma estrada próxima a um matadouro local, com diversos ferimentos provocados por arma de fogo. O local, de difícil acesso e pouco movimentado, teria servido de cenário para a execução sumária, sem nenhuma chance de defesa à vítima.

Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Polícia Civil da Paraíba mantém equipes dedicadas à investigação, coletando depoimentos de familiares, amigos e testemunhas, além de analisar imagens de câmeras de segurança da região. As autoridades afirmam estar empenhadas em esclarecer se o delito foi motivado pelo gesto atribuído à facção ou por outra razão não confirmada oficialmente.