Ana Paula Renault não será avisada da morte do pai durante o BBB 26

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Ana Paula Renault com o pai Gerardo Renault, recentemente falecido (Foto: Instagram)

A produção do BBB 26 e os familiares de Ana Paula Renault definiram como será o desfecho para a finalista após o falecimento de Gerardo Renault, ocorrido na noite deste domingo (19). Em comum acordo, ficou decidido que Ana Paula não receberá a notícia enquanto estiver confinada, atendendo a um pedido que o próprio pai fez em vida para que ela permanecesse focada na competição.

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Nesse comunicado, a equipe da jornalista ressalta que a iniciativa visa preservar a integridade emocional de Ana Paula e ao mesmo tempo enaltecer o apoio constante que Gerardo dedicou à carreira da filha. Ele foi apontado como principal motivador para o regresso dela ao reality show após cerca de dez anos de afastamento desde sua primeira participação em 2015. Para a família, mantê-la até o fim é uma forma de demonstrar amor e solidariedade ao projeto que ambos idealizaram.

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Em paralelo ao comunicado oficial, os parentes compartilharam um vídeo gravado no hospital pouco antes do falecimento. Nas imagens, as irmãs Cibele, Gisele, Cida e Ana surgem unidas, transmitindo apoio e conforto, enquanto o irmão René estava a caminho. A nota que acompanhou o registro reforça que a jornada de Ana Paula no programa ultrapassa a disputa pelo prêmio de R$ 5,4 milhões, representando um reencontro com sua própria trajetória profissional e pessoal. A equipe ainda solicitou que o público respeite o momento de luto e a privacidade da família. A final do BBB 26 está programada para a próxima terça-feira.

Gerardo Renault construiu uma sólida carreira na política mineira e nacional ao longo de mais de seis décadas. Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), inaugurou sua trajetória em 1951 ao ser eleito vereador de Belo Horizonte pelo União Democrática Nacional (UDN). Durante quatro mandatos consecutivos na Câmara Municipal, ele consolidou uma reputação técnica e garantiu bases sólidas de apoio popular.

Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Renault foi nomeado relator de propostas fundamentais, como a redação da nova Constituição estadual e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento. Seus conhecimentos jurídicos e sua habilidade política o impulsionaram, em 1978, à Câmara dos Deputados, onde teve papel de destaque ao apoiar, em 1984, a emenda Dante de Oliveira — movimento que visava restabelecer as eleições diretas para a Presidência da República.

Ainda em sua trajetória pública, Gerardo chefiou a Secretaria de Estado da Agricultura de Minas Gerais entre 1979 e 1982, período em que implementou políticas de modernização agrícola. Após se afastar do cargo eletivo, permaneceu atuante nos bastidores do poder ao assumir, em 1991, a presidência do Instituto de Previdência do Legislativo (Ipulemg), instituição que presidiu por sucessivos mandatos, tendo sido reeleito pela última vez em 2015. No âmbito pessoal, deixa cinco filhos — entre eles a também jornalista Ana Paula Renault — fruto de seu segundo casamento.