Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morre aos 68 anos

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Homenagem póstuma: Oscar Schmidt exibe arte em sua memória (Foto: Instagram)

Ex-jogador Oscar Schmidt faleceu na tarde desta sexta-feira, 17, encerrando a trajetória do maior pontuador da história do basquete brasileiro. A informação foi confirmada por fontes próximas à família. Até o momento, as autoridades médicas não divulgaram a causa oficial do óbito, deixando em aberto detalhes sobre as circunstâncias de sua morte.

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Desde 2011, Oscar convivia com um tumor no cérebro, diagnóstico que o afastou definitivamente das quadras. Apesar da enfermidade, manteve-se ativo em palestras motivacionais, clínicas de basquete e eventos esportivos Brasil afora, demonstrando resiliência e paixão pelo esporte até os últimos dias.

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Nas cinco participações olímpicas — de 1984 a 2000 —, Oscar soma 1.093 pontos, tornando-se o maior cestinha de todas as edições dos Jogos. Seu total de 49.973 pontos em competições oficiais de clubes e seleção lhe conferiu o recorde mundial de maior pontuador em carreira, marca só superada recentemente por LeBron James.

O ponto alto de sua passagem pela Seleção Brasileira ocorreu em 1987, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Naquele torneio, Schmidt comandou o time que impôs a primeira derrota em casa da seleção dos Estados Unidos, em partida histórica vencida por 120 a 115, consolidando o prestígio do basquete nacional.

Embora talentosíssimo, Oscar recusou diversas ofertas da NBA para não comprometer sua elegibilidade com a seleção brasileira, em um período em que a liga americana vetava estrangeiros compromissados com seleções nacionais. Seu comprometimento ao país lhe rendeu vagas no Hall da Fama da FIBA e no Basketball Hall of Fame, em Springfield.

Além da carreira esportiva, o ex-atleta atuou como Secretário de Esportes de São Paulo em 1997 e lançou-se candidato ao Senado em 1998. Nos anos seguintes, dedicou-se sobretudo a palestras motivacionais e ao tratamento de saúde, mantendo alta visibilidade pública mesmo após encerrar a vida profissional nas quadras.

Ainda não há informações oficiais sobre velório e sepultamento do ídolo, mas admiradores e ex-companheiros já se preparam para prestar as últimas homenagens ao maior artilheiro que o basquete brasileiro já produziu.