
Oscar “Mão Santa” Schmidt durante participação em programa de TV (Foto: Instagram)
O ex-jogador Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, morreu aos 68 anos após sofrer um mal‐estar em sua residência em Santana de Parnaíba. Socorrido por equipes de resgate, ele foi encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana em parada cardiorrespiratória e, segundo a Prefeitura, chegou à unidade já sem sinais vitais. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre a causa que levou ao colapso do atleta, destaque em competições nacionais e internacionais.
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A Prefeitura de Santana de Parnaíba divulgou nota oficial lamentando profundamente a perda de Schmidt e prestou solidariedade aos familiares, amigos e milhares de admiradores. A administração municipal destacou o impacto do ex-cestinha no esporte nacional e mencionou a comoção gerada pela notícia, ressaltando que o legado de Oscar transcende as quadras e inspira novas gerações de atletas.
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Durante a cerimônia do Comitê Olímpico Brasileiro realizada em 8 de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, foi o porta-voz do pai e agradeceu a homenagem em nome dele. Na ocasião, Felipe ressaltou que o ex-jogador se sentiu profundamente honrado pela reverência, relembrando toda a trajetória marcada pelo comprometimento ao basquete. Ele também explicou que, devido a uma cirurgia na coluna, Oscar não pôde comparecer pessoalmente ao evento.
Felipe destacou ainda a decisão marcante do pai de recusar propostas da NBA para continuar defendendo a seleção brasileira. Segundo ele, a paixão por representar o país sempre foi prioritária na carreira de Schmidt, que viveu momentos emblemáticos como a conquista dos Jogos Pan-Americanos de 1987 e as participações em cinco edições dos Jogos Olímpicos.
Apelidado de “Mão Santa” pela precisão nos arremessos, Oscar construiu um legado histórico: foi o único atleta da modalidade a ultrapassar a marca de mil pontos em Olimpíadas, além de receber reconhecimento mundial ao ser incluído nos Halls da Fama da FIBA e da NBA. Seu estilo de jogo, carisma e amor pelo país o tornaram figura reverenciada dentro e fora das quadras.
Em 2011, Schmidt foi diagnosticado com um tumor cerebral, iniciando um longo período de tratamentos que incluiu cirurgias e sessões de quimioterapia. Em 2022, ele esclareceu que não houve abandono do tratamento, mas sim conclusão com liberação médica, afirmando ter superado aquela etapa difícil. Sua luta contra a doença marcou a vida pós-aposentadoria e demonstrou a mesma garra que teve como atleta.








