Antes da morte, Oscar Schmidt esclareceu detalhes do tratamento médico

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Oscar Schmidt em entrevista à RedeTV! em 2022 (Foto: Instagram)

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do basquete brasileiro, faleceu na sexta-feira (17) aos 68 anos. Socorrido com urgência e levado ao Hospital Municipal Santa Ana após passar mal, o ex-jogador não resistiu. Até o momento, a causa oficial da morte não foi divulgada pela família. Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, ele voltou ao noticiário em 2022 ao afirmar que havia interrompido por conta própria as sessões de quimioterapia.
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Na entrevista à RedeTV! em 2022, Oscar explicou que decidiu parar o tratamento sozinho. Contou que seu médico havia sugerido suspender a quimioterapia três anos antes, o que o levou a questionar: “O senhor quer me matar, doutor?”. Ele seguiu por mais dois anos e meio e encerrou as sessões no início daquele ano, convicto de que estava curado. Na ocasião, também relatou ter recebido a bênção do papa em sua caminhada de recuperação.
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Em comunicado subsequente, Oscar reforçou que sua decisão não se tratou de abandono, mas sim do término do protocolo após orientação médica. Ele explicou que exames de imagem e outros testes indicaram ausência de lesões ativas no cérebro, o que motivou o encerramento das quimioterapias. A declaração buscou acalmar fãs e admiradores preocupados com sua saúde, encerrando especulações e destacando a importância de seguir recomendações de profissionais.

O ex-jogador recordou o início de sua luta em 2011, quando passou por cirurgias para remoção do tumor. Relatou que ao enfrentar a doença acabou perdendo o medo de morrer, algo que antes o aterrorizava. “Já não tinha mais pavor de fechar os olhos e não despertar”, disse, destacando que esse período transformou suas prioridades: “Quero ser um marido e pai melhor, não apenas o melhor atleta ou palestrante”.

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt construiu uma carreira histórica mesmo sem atuar na NBA. Tornou-se ídolo nacional e alcançou projeção internacional pelas pontuações impressionantes. Ao longo de sua trajetória, acumulou 49.973 pontos, sendo reconhecido como o maior cestinha de todos os tempos. Sua dedicação à seleção brasileira marcou gerações, e sua habilidade técnica permanece referência para novos jogadores no país.

Nos últimos dias, o ex-atleta chegou a não comparecer à cerimônia de homenagem organizada em sua cidade natal, fato que surpreendeu e emocionou muitos admiradores. A ausência gerou um último e comovente episódio na vida de quem levou o esporte brasileiro a patamares inéditos. Agora, enquanto a família aguarda a divulgação oficial da causa da morte, o público se une para celebrar a trajetória de um homem cuja paixão e talento inspiraram gerações.