Revelado detalhe inusitado que expôs esquema bilionário de MC Ryan SP e MC Poze; entenda

Posted by


Operação Narco Fluxo: PF prende MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e outros por lavagem de R$ 1,6 bi (Foto: Instagram)

Dados armazenados em nuvem foram o ponto de partida para a Polícia Federal identificar um sofisticado esquema de lavagem e evasão de divisas que culminou na prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores e empresários envolvidos em movimentações que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. A ação integra a Operação Narco Fluxo, deflagrada em 15 de abril, visando desarticular a organização criminosa.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

A investigação teve autorização judicial para que Apple e Google liberassem acesso às contas dos suspeitos no iCloud e Google Drive. Esse conjunto de dados funcionou como um verdadeiro mapa da rede, com extratos bancários, contratos, procurações, comprovantes de transferências, diálogos e registros empresariais que detalhavam cada etapa do processo de lavagem de dinheiro.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

As apurações revelaram que a quadrilha empregava técnicas elaboradas, como fracionamento de depósitos em contas de passagem, criação de empresas fictícias e uso de “laranjas”. Criptomoedas também faziam parte do circuito financeiro, enquanto figuras públicas tinham suas imagens exploradas em rifas e plataformas de apostas ilegais para atrair investidores e camuflar a origem ilícita dos recursos.

A Operação Narco Fluxo foi apontada pela PF como um esforço coordenado em oito estados e pelo menos 20 municípios, com 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária. Entre os detidos, além dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, figuram influenciadores como Chrys Dias e o empresário Raphael Sousa Oliveira, conhecido pelo site Choquei.

As autoridades mantêm as investigações em curso e não descartam desdobramentos ou novas fases da operação. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com possibilidade de revisão de medidas cautelares e bloqueio de bens para garantir eventual ressarcimento ao erário.

Para interromper o fluxo financeiro ilegal, a PF também ordenou o sequestro de veículos de luxo, valores em espécie, documentos e aparelhos eletrônicos. Esses itens serão periciados para rastrear movimentações adicionais e identificar outros participantes do esquema, assegurando a preservação de ativos e a continuidade das apurações.