Caso Bacabal: investigação ganha novo rumo após revelação da mãe

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Clarice Cardoso e as crianças Ágatha Isabelly e Allan Michael (Foto: Instagram)

A investigação sobre o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael, ocorrido em 4 de janeiro em uma comunidade quilombola do interior do Maranhão, ganhou novo fôlego após o testemunho de Clarice Cardoso, mãe das crianças. Clarice relatou detalhes inéditos sobre o sumiço dos irmãos, o que desencadeou uma reavaliação das linhas de apuração e reacendeu o trabalho da Polícia Civil na região.

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Três meses após o desaparecimento, o delegado Ederson Martins, que estava à frente das investigações na Polícia Civil, foi nomeado subsecretário de Segurança Pública do estado, poucas semanas depois da chegada da coronel Augusta Andrade ao comando da pasta. Mesmo com essa troca, Martins ressaltou que as buscas continuam sob responsabilidade dos civis. Segundo ele, as equipes dedicam-se exclusivamente ao caso, atuando em regime de revezamento para manter o ritmo das apurações e verificar cada pista levantada em Bacabal e na capital.

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Em entrevista a Fabinho Siqueira, de Bacabal, o delegado afirmou que “não há um dia, um horário em que não estejamos pensando em Ágatha e Allan” e que as investigações prosseguem de forma sigilosa, justamente para não comprometer a coleta de provas. “Temos três equipes em ação: duas na capital e uma em Bacabal, checando todas as informações obtidas com cuidado. Assim que surgirem dados concretos e comprovados, serão divulgados à imprensa e à comunidade local”, explicou Martins.

A reviravolta mais recente surgiu após a mãe das crianças relatar o depoimento de Anderson Kauã, de oito anos e primo de Ágatha e Allan. Segundo Clarice Cardoso, o garoto disse ter visto um homem levar as crianças e até andar de moto com elas. “Ele falou que andou de moto com Belinha e Michael e que um homem tirou sua roupa antes de levar os dois”, contou Clarice, indicando nova linha de investigação.

Clarice observou que os relatos do primo podem se referir a momentos distintos do desaparecimento. “Quando perguntei se havia sido ele quem tirou a roupa, Anderson disse que não, que um homem o despia e depois levava Ágatha e Allan”, detalhou. A Polícia Civil já confirmou que está checando essas informações paralelamente às demais pistas reunidas desde janeiro.

Insatisfeita com a falta de atualizações, Clarice Cardoso foi pessoalmente à delegacia de Bacabal e disse não ter recebido respostas claras. “Venho aqui, mas todos estão em diligência eterna. Mando mensagem, ligo e ninguém atende”, reclamou a mãe. Ela teme que o caso tenha sido deixado de lado, já que, após mais de três meses, não sabe de avanços e aguarda por esclarecimentos.