
Chrys Dias e Débora Paixão exibem superesportivo em gravação nas redes sociais, pouco antes de serem detidos pela Polícia Federal em São Paulo. (Foto: Instagram)
Novas imagens revelam o momento exato em que os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão são detidos pela Polícia Federal em São Paulo, na manhã de quarta-feira, 15 de abril de 2026. Nas cenas, é possível ver agentes conduzindo o casal até uma viatura caracterizada do órgão, em ação coordenada que culminou nas prisões dos dois. O flagrante foi divulgado pela página do repórter Alla Borges e reforça a dimensão da operação que mobilizou policiais federais pela capital paulista.
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No vídeo, é perceptível o momento em que Chrys e Débora, vestindo roupas casuais, seguem as orientações dos agentes sem resistência. A abordagem foi rápida e ocorreu em via pública, com agentes posicionados em pontos estratégicos para isolar o perímetro. Testemunhas relatam que a ação despertou curiosidade de moradores e transeuntes, atraindo uma pequena aglomeração.
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Essa operação da PF integra a mesma investigação que, horas antes, havia levado à prisão dos cantores MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, além do influenciador Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página “Choquei”. Todos são suspeitos de envolvimento em um complexo esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as apurações, movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada e pessoas usadas como “laranjas”.
Chrys Dias, natural do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, ganhou notoriedade ao exibir um estilo de vida luxuoso nas redes sociais, com carros esportivos, viagens internacionais e imóveis de alto padrão. Ao lado da esposa, Débora Paixão, o influenciador organizava rifas e sorteios milionários, ofertando prêmios como veículos, motos e residências. No Instagram, a conta oficial do casal reúne mais de 14 milhões de seguidores, e o perfil frequentemente mostra os quatro filhos da família.
Conforme as investigações da Polícia Federal, o suposto grupo criminoso utilizava uma rede de empresas fictícias para ocultar a origem ilícita dos recursos e promover transações financeiras ilegais em diversos estados brasileiros. Documentos apreendidos indicam a existência de transferências suspeitas envolvendo contas no exterior, além do uso de criptomoedas em operações de câmbio clandestino. O inquérito ainda está em curso e novas fases da ação podem ser deflagradas a qualquer momento.
Os suspeitos devem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até agora, a PF não detalhou as funções específicas de cada envolvido nesse esquema. A expectativa é de que os presos prestem depoimentos nos próximos dias, enquanto outras pessoas eventualmente ligadas ao mesmo grupo continuam sendo investigadas em sigilo.








