Ex-membro do PCC diz que Chrys Dias e Débora Paixão teriam denunciado Buzeira à polícia

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Ex-membro do PCC acusa Chrys Dias e Débora Paixão de delação às autoridades (Foto: Instagram)

O ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), identificado apenas como Frank, declarou que, meses antes de serem presos, os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão teriam delatado o amigo Bruno Alexander Souza Silva, conhecido como Buzeira, à Polícia Federal. A afirmação ocorreu em meio à repercussão da "Operação Narcofluxo", que culminou na prisão do casal de criadores de conteúdo.
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Nas redes sociais, Frank questionou o envolvimento dos influenciadores com o crime organizado e sugeriu que eles têm colaborado com as autoridades para reduzir seus próprios riscos. A declaração rapidamente viralizou nas plataformas digitais e reacendeu o debate sobre supostas ligações entre formadores de opinião e grupos criminosos.
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Segundo Frank, “Da última vez que eles foram, eles ‘caguetaram’ o Buzeira para sair. Vamos ver quem eles vão ‘caguetar’ agora para sair”. A fala faz referência à prisão de Buzeira, ocorrida em outubro de 2025 em Igaratá, no interior de São Paulo, durante a "Operação Narcobet". Na ocasião, ele foi detido em sua residência de luxo e passou a ser investigado por integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas.

Buzeira é suspeito de movimentar milhões de reais por meio de plataformas de apostas online e criptomoedas. Ele mantinha estreita amizade com Chrys Dias, frequentemente vistos juntos em vídeos e eventos, além de contar com o apoio de outros influenciadores, como o MC Ryan SP, também alvo da primeira fase da operação federal.

A "Operação Narcofluxo" resultou na prisão de MC Ryan SP e Poze do Rodo, no casal Chrys Dias e Débora Paixão, e em flagrante de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página “Choquei”. O grupo é acusado de formar uma associação criminosa dedicada à movimentação ilícita de recursos no Brasil e no exterior, utilizando criptoativos e outros métodos para ocultar origem e destino dos valores.

As investigações apontam que o esquema empregava uma estrutura para dissimulação de dinheiro em espécie, transações de alto valor e uso de criptomoedas. Segundo a Polícia Federal, o volume total de recursos envolvidos ultrapassa R$ 1,6 bilhão, incluindo operações de transporte de numerário entre diferentes estados e países.

Durante o cumprimento dos mandados, agentes federais apreenderam veículos de luxo, grandes quantias em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Os acusados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até o momento, a PF não detalhou o papel específico de cada investigado, e o caso segue em apuração.