
Polícia Civil em ação durante investigações em Itapema (SC) (Foto: Instagram)
Uma mulher de 39 anos contou que passou quatro meses em cárcere privado em Itapema, no litoral de Santa Catarina, e foi obrigada a tatuar o nome do companheiro repetidas vezes em várias partes do corpo, inclusive no pescoço. Segundo o relato, ela só conseguiu escapar quando o dentista, de 40 anos, tomou medicação para dormir e perdeu a consciência. A Polícia Civil investiga o caso como cárcere privado, lesão corporal e violência doméstica.
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De acordo com o inquérito, a vítima foi forçada a fazer pelo menos 10 tatuagens com o mesmo nome do suspeito. Em um único dia, ela teria realizado nove desenhos consecutivos, sem intervalo, sob ameaça constante. Esses detalhes constam no boletim de ocorrência e em depoimentos de peritos.
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As marcações foram distribuídas estrategicamente pelo corpo da mulher, destacando-se em regiões visíveis como pescoço, antebraço e peito. Para os investigadores, essa disposição evidencia a intenção do suspeito de impor controle e dominação psicológica.
Em depoimento, o tatuador responsável disse não ter percebido sinais de coação, pois a vítima afirmou que os desenhos seriam um “presente de casamento”. Além dos ferimentos causados pelas agulhadas, ela apresentava hematomas por agressões físicas e vivia sem acesso a celular, internet ou contato com parentes.
O cárcere privado teria começado no fim de 2025 e sido mantido até o início de abril de 2026. Durante esse período, a mulher foi submetida a contínuas ameaças de morte e humilhações. Quando o suspeito adormeceu, ela deixou a residência sem pertences e seguiu até o Rio Grande do Sul, onde registrou boletim de ocorrência.
O dentista foi preso preventivamente durante uma operação da Polícia Civil. Ele já respondia a processos por violência doméstica contra ex-companheiras, com relatos similares de agressão e isolamento. Na casa do suspeito foram apreendidas armas de fogo, eletrônicos e objetos pessoais da vítima. O homem permaneceu em silêncio no interrogatório, e a investigação continua em curso.








