Áudio vazado de Minotauro, maior ladrão de mansões de SP: ‘Bora fazer um arrastãozinho’

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‘Minotauro’ é preso após áudios revelarem uso de drones em assaltos a mansões (Foto: Instagram)

Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo revelou recentemente áudios de Diego Fernandes de Souza, de 40 anos, conhecido como ‘Minotauro’, apontado como líder de uma quadrilha especializada em assaltos a mansões na capital paulista. As conversas, gravadas antes de sua prisão, detalham o planejamento minucioso dos crimes, incluindo uso de drones para captura de imagens aéreas e monitoramento constante das residências visadas. Ele está preso desde 19 de setembro de 2025, após uma megaoperação que culminou na localização e desmantelamento do grupo.

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Os áudios, exibidos no Fantástico em abril, mostram Minotauro fazendo comentários sobre o andamento das investigações e articulando novos golpes mesmo com parte dos comparsas atrás das grades. Em uma das gravações, ele diz: “Só eu escondidinho, quietinho, esperando a poeira baixar um pouco, né, pai?”. Na sequência, complementa: “Vai fazer um arrastãozinho num predinho.” Esses trechos revelam a audácia do criminoso e o tom de segurança com que tratava as operações.

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Conforme mostrado nas imagens de investigação, o bando realizava um estudo detalhado dos alvos durante dias antes de agir. Equipada com drones, a quadrilha monitorava entradas, guaritas e sistemas de segurança eletrônica. Em um dos casos, os criminosos instalaram uma câmera na via pública em frente a uma das mansões para mapear a rotina da família e definir o momento exato do assalto. Todo o procedimento visava minimizar imprevistos e assegurar a fuga sem ser detectado.

Após a prisão de Minotauro, ele confessou participação em todos os ataques às residências e colaborou apontando locais onde parte dos objetos de alto valor estava escondida. A apreensão ocorreu durante ação coordenada, que também resultou na detenção de outros envolvidos e na recuperação de diversos bens subtraídos. As autoridades consideram a confissão decisiva para desarticular integralmente o esquema criminoso.

Entre os itens recuperados pela Polícia Civil estão joias, relógios de luxo e uma valiosa coleção de quadros. Essa última despertou atenção das equipes por integrar peças raras, retiradas da casa de um colecionador. Minotauro e comparsas tentaram comercializar as obras em um mercado clandestino, mas não obtiveram êxito devido à restrição e ao rigor da rede de compradores desse tipo de produto.

Além das peças de arte, a operação resultou na apreensão de carros blindados e arsenal de armas de grosso calibre, reforçando a estrutura robusta montada pelo grupo. Atualmente, Minotauro cumpre prisão preventiva em localização não divulgada, enquanto o inquérito segue em andamento para identificar todos os responsáveis e recuperar o máximo possível dos objetos roubados.