Por que a Terra poderá ter dias de 25 horas

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Terra ganhará hora extra no dia em 200 milhões de anos (Foto: Instagram)

Hoje o dia solar completo na Terra tem cerca de 24 horas, mas estudos indicam que em um futuro muito distante sua duração poderá chegar a 25 horas. Essa alteração resulta de um processo gradual de desaceleração da rotação terrestre, causado por forças naturais que atuam sobre o planeta. Pesquisadores já traçaram previsões sobre o ritmo dessa mudança e apontam um horizonte de milhões de anos até que a hora extra seja incorporada ao nosso ciclo diário.

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O principal fator responsável pela lentidão do giro da Terra é a atração gravitacional exercida pela Lua. Quando o satélite puxa as massas de água dos oceanos, o atrito entre as correntes e o leito marinho funciona como um freio natural. Nesse processo, parte da energia de rotação é transferida para a órbita lunar, resultando no afastamento da Lua em aproximadamente 3,8 centímetros por ano e na redução gradual da velocidade de rotação terrestre.

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Dados científicos revelam que a duração do dia aumenta em média 1,7 milissegundo por século — o equivalente a apenas 0,0017 segundo a cada 100 anos. Nesse ritmo, levaria cerca de 39 mil anos apenas para acumular um acréscimo de seis milissegundos. Para que o dia alcance 25 horas, estima-se ser necessário um período de quase 200 milhões de anos. Atualmente, o dia solar médio dura cerca de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos.

Além da influência lunar, diversos outros fenômenos podem provocar pequenas flutuações na duração diária. O derretimento de calotas polares e geleiras, grandes terremotos, movimentações de ar na atmosfera, dinâmicas no núcleo interno do planeta e mudanças nas correntes oceânicas geram variações medidas em frações de milissegundo. Apesar de serem eventos pontuais, eles reforçam como diversos processos terrestres interagem com a rotação.

A desaceleração da Terra ao longo de sua história já é registrada em evidências geológicas e fósseis. Anéis de crescimento em corais antigos e camadas sedimentares funcionam como um cronômetro natural: há cerca de 600 milhões de anos, um dia durava cerca de 21 horas; no início da formação do planeta, há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, a rotação era tão rápida que os dias podiam variar entre cinco e dez horas.

Embora o acréscimo de uma hora ao dia seja algo previsto para um futuro longínquo, as variações mínimas na rotação já exigem atenção na tecnologia atual. Sistemas de navegação por satélite, como o GPS, dependem de medições de tempo extremamente precisas. Para manter a sincronização entre relógios atômicos e a rotação real da Terra, cientistas utilizam ajustes chamados segundos intercalares, garantindo o correto funcionamento de satélites, redes de comunicação e serviços de posicionamento global.