PF identifica esquema internacional que levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo

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Operação Narco Fluxo: MCs Ryan SP e Poze do Rodo são presos em esquema de R$ 1,6 bi (Foto: Instagram)

Na quarta-feira (15 de abril de 2026), a Polícia Federal identificou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro vinculado aos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. De acordo com as investigações, a organização tinha ramificações internacionais e movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de criptomoedas, empresas de fachada e operações em espécie.

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A ação faz parte da Operação Narco Fluxo, que mobilizou mais de 200 agentes federais em diversos estados brasileiros. Os policiais cumpriram 39 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão em residências, escritórios e depósitos suspeitos. O objetivo foi desarticular toda a rede de lavagem e mapear as conexões financeiras nacionais e no exterior.

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Segundo a Polícia Federal, o grupo usava uma estrutura complexa para fragmentar valores e dificultar o rastreamento. Parte dos recursos era convertida em criptomoedas e transferida entre contas controladas por empresas de fachada, muitas vezes registradas fora do país. Em seguida, esses valores circulavam por diversos intermediários, configurando indícios de evasão de divisas, antes de retornar ao Brasil já integrados ao sistema financeiro formal.

Além das transações digitais, os criminosos movimentavam grandes quantias em dinheiro vivo mantidas em depósitos clandestinos e compartilhadas entre membros da organização. Essa estratégia tinha como objetivo reduzir o risco de bloqueio imediato e mascarar a origem ilícita. Os investigadores descobriram que o esquema funcionava com divisão de tarefas bem definida: alguns operadores cuidavam do transporte de valores em rotas específicas, enquanto outros eram responsáveis pela guarda em residências e locais sigilosos.

MC Ryan SP foi detido em uma casa em Maresias, no litoral de São Paulo, e MC Poze do Rodo foi preso em outra localidade do estado. Durante as prisões, os agentes apreenderam veículos de luxo, grandes quantias em dinheiro vivo, documentos e equipamentos eletrônicos. Todo o material passou por perícia para aprofundar a investigação e identificar outros envolvidos.

Com as prisões e apreensões, a Polícia Federal espera avançar na quebra de sigilos bancários e de comunicações para rastrear o fluxo completo dos recursos. A investigação conta com a cooperação de autoridades internacionais para acessar registros offshore e sistemas de criptomoedas. As autoridades mantêm o caso sob sigilo para evitar vazamentos e anunciam novas fases da operação que podem incluir pedidos de extradição e bloqueio de ativos no exterior.