Criminosos que assaltaram a casa de MC Poze teriam sido executados por ordem de facção

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Artista do funk sob investigação após ataque em sua residência no Rio (Foto: Instagram)

A Polícia Civil investiga se membros do Comando Vermelho ordenaram a execução de suspeitos envolvidos na invasão à residência de MC Poze do Rodo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O roubo resultou na subtração de joias avaliadas em cerca de R$ 2 milhões e, segundo apurações, não teria sido autorizado pela liderança da facção criminosa.

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Na manhã de quarta-feira (15), agentes da Polícia Federal realizaram uma operação de grande escala que resultou na prisão do cantor MC Poze do Rodo e do músico MC Ryan SP. Intitulada Operação Narco Fluxo, a ação teve como objetivo desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que atuava em diversos estados brasileiros. Ao todo, mais de 80 mandados judiciais foram cumpridos, com apoio de dezenas de policiais federais.

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Durante as buscas, foram apreendidos dezenas de veículos de luxo, relógios de grife, cofres com quantias em espécie, joias avaliadas em milhões de reais, armamentos pesados e inúmeros documentos e dispositivos eletrônicos. Segundo a PF, o grupo empregava táticas sofisticadas para mascarar a procedência do dinheiro ilícito, fazendo uso de transferências bancárias de alto valor, transporte camuflado de numerário e transações em criptomoedas. As estimativas indicam que o valor total lavado pode superar R$ 1,6 bilhão.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concentra atualmente as apurações em torno da invasão da madrugada de 31 de março. A residência de MC Poze, situada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, foi alvo de um grupo de pelo menos quatro homens armados com fuzis. Câmeras de segurança registraram a entrada dos suspeitos pelos fundos do imóvel, onde eles surpreenderam o artista e permaneceram por cerca de 20 minutos.

Interceptações de conversas entre membros do Comando Vermelho revelaram insatisfação da cúpula da facção, que não autorizou o roubo milionário. Segundo as mensagens, a ação teria sido organizada por indivíduos ligados ao bairro da Cidade de Deus, incluindo o filho de um dos chefes do tráfico local, identificado como Sam da CDD. Esse desentendimento interno possivelmente motivou a ordem de execução dos suspeitos após o crime.

Conforme apurado pela polícia, os invasores adotaram precauções para não deixar pistas, usando luvas e máscaras, além de remover equipamentos de segurança do local. A audácia e a aparente organização do grupo chamaram atenção das autoridades, que consideram essa invasão uma represália à própria facção criminosa, potencialmente ordenada para punir os envolvidos.

Além das joias, avaliadas em cerca de R$ 2 milhões, foram levados dinheiro em espécie, celulares e objetos pessoais do cantor. Há indícios de que parte do ouro foi derretido no interior da comunidade para dificultar o rastreamento. A investigação segue para identificar a origem dessa ordem de execução e para capturar outros possíveis participantes.