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‘Caso Bel para meninas’: MP é acionado após público denunciar mãe de Bel

Nos últimos dias, internautas começaram um movimento nas redes sociais através da hashtag #SaveBelParaMeninas falando sobre uma youtuber mirim. O assunto foi o segundo mais comentado do Brasil no Twitter. 

O alvo da movimentação seria Bel, do canal mirim do YouTube ‘Bel Para Meninas’.  Pela hashtag, que conta com mais de 1 milhão de postagens, usuários do Twitter começaram a evidenciar momentos dos vídeos do canal delas onde Bel estaria sob coação da mãe, Francinete Magdalena Peres, agindo por obrigação ou “sofrendo maus tratos”, na visão de alguns. 

O caso foi tratado por Luiz Bacci no programa “Cidade Alerta” desta terça-feira (19). O assunto mobilizou a atenção de milhares de pessoas e de conselhos tutelares do Rio de Janeiro, estado onde a família reside. O órgão está recebendo denúncias de todas as partes do país. Com a pressão de internautas e programas de programas televisivos, o caso passou a ser oficialmente verificado pelo setor de defesa dos direitos da criança do município de Maricá. 

De acordo com o conselheiro tutelar à frente da averiguação em Maricá (RJ), Jorge Márcio Freitas Lobo, uma equipe esteve nesta terça-feira (19/5) na residência da família Peres para averiguar denúncia de violência psicológica, ainda sem posse de qualquer vídeo: “A família se mostrou surpresa, mas receptiva; apenas no dia seguinte, recebemos um volume grande de vídeos e outros teores de denúncia e outra equipe foi à residência”, conta. 

++ ‘Caso Bel para Meninas’: Pais de Bel se pronunciam: “Inveja do nosso sucesso”

Na quarta-feira (20/5), Bel teve indicação de encaminhamento para psicólogos do CREAS do estado, e o Ministério Público do Rio de Janeiro foi notificado para passar a atuar no caso: “Nessa segunda visita, os pais já estavam com argumentos de defesa. Mostramos o que poderia ser entendido de certas imagens e eles seguiram a linha ‘fiz e não tive maldade’, mas nós explicamos como a exposição está lá, as possíveis infrações ao ECA e o que poderia acontecer, que pode chegar a detenção de seis meses a 2 anos”, discorre Freitas Lobo. 

De acordo com o profissional, um colegiado do conselho tutelar teria sido reunido para discutir o caso, que será acompanhado até a garota atingir a maioridade e pode parar na esfera judicial. 

Ao Correio Braziliense, a mãe de Bel nomeou a questão como uma sequência de calúnias e difamações, num movimento “muitas das vezes baseado em inveja, ódio e preconceito”: “Muitas das estórias são de ficção criadas por nós dentro da temática que abordamos. Não se trata de expor a nossa relação interpessoal e familiar, mas se trata de expor certos acontecimentos nas hipotéticas relações interpessoais familiares em geral, nas quais eventualmente nós incluímos”, declara. 

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