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Final inesperada entre Raducanu e Fernandez no US Open apresenta duas novas estrelas ao tênis feminino

Atletas de 18 e 19 anos fizeram campanhas dignas de veteranas em Nova Iorque

Está matéria foi produzida com o apoio do Aposta golos.

Duas jovens tenistas realizaram o que pode ser descrito como a final mais inesperada da
história do US Open. A britânica Emma Raducanu, de 18 anos, derrotou a canadense Leylah
Fernandez, de 19 anos, por dois sets a zero, com parciais de 6-4 e 6-3, em 11 de setembro
em Nova Iorque. Foi a primeira conquista de Raducanu em Grand Slams e espera-se que não seja a última.

O mesmo pode ser dito para Fernandez, que despontou como uma possível futura potência
do tênis feminino apesar da derrota na final. A atleta, que nasceu em Montreal e possui
ascendência equatoriana e filipina, derrotou nomes como a então número cinco do mundo
Naomi Osaka, do Japão, campeã da edição anterior do US Open.

Na fase seguinte, nas oitavas-de-final, Fernandez deixou outra campeã para trás. Dessa vez,
Angelique Kerber da alemanha, que venceu o torneio em 2016, foi a vítima da jovem
canadense. A vitória contra Kerber foi um verdadeiro presente de aniversário, já que veio
apenas um dia antes de Fernandez completar 18 anos.

O feito de Fernandez já era gigantesco nesse ponto, mas ainda estava longe de acabar. Ela
derrotou a ucraniana Elina Svitolina, atual número quatro do mundo, nas quartas-de-final, e
também deixou para trás a bielorussa Aryna Sabalenka, número dois do mundo, nas
semifinais.

A grande campeã Raducanu, por sua vez, passou por nomes como a suíça Belinda Bencic nas quartas-de-final e a grega Maria Sakkari na semifinal para se tornar a primeira britânica a
triunfar no US Open desde Virginia Wade em 1968. Bencic e Sakkari aparecem em décimo
primeiro e décimo segundo, respectivamente, no atual ranking da WTA, atualizado após o
US Open.

Edições recentes do US Open também apresentaram novas estrelas ao tênis feminino. A
japonesa Naomi Osaka, então com 20 anos, e a canadense Bianca Andreescu, então com 19
anos, levaram a melhor sobre a lendária Serena Williams em 2018 e 2019, respectivamente,
trazendo o primeiro título do torneio para seus países. Osaka voltou a ganhar o torneio em
2020.

Nomes como a australiana Ashleigh Barty, de 25 anos, atual líder do ranking da WTA, e
Karolina Pliskova, da República Checa, que atualmente é a número três do mundo, juntam-
se a Kerber, Osaka, Sabalenka, Andreescu, e agora Raducanu e Fernandez, como parte do
topo do atual cenário do tênis feminino.

A multicampeã Serena Williams, de 39 anos, não competiu no US Open. Sua última partida
foi no torneio de Wimbledon, na Inglaterra, em junho de 2021, quando precisou se retirar do
jogo por conta de uma lesão no punho.

A americana tem 23 títulos de Grand Slam, o máximo na “era Open” do esporte, iniciada em
1968. No contexto histórico, Williams fica apenas atrás da australiana Margaret Court, que
conquistou 24 troféus, sete deles na era Open, antes de se aposentar em 1977.

“Acho que essa final mostra que o futuro do tênis feminino é ótimo e que existem muitos
nomes de qualidade no momento”, disse Raducanu durante a cerimônia de entrega da taça,
segundo o site oficial do US Open.

“Penso que cada nome que disputa os torneios femininos tem chance de ganhar qualquer
título. Torço para que a nova geração possa seguir os passos de grandes lendas, como a Billie Jean King, e todas que estão no melhor de sua forma agora”.

Billie Jean King é uma lendária tenista americana que competiu de 1959 a 1990. Ela
conquistou 39 títulos de Grand Slam, sendo 12 em simples, 16 em duplas femininas e 11 em
duplas mistas. A ex-atleta dá o nome ao complexo de tênis que recebe o US Open em Nova
Iorque.

Fernandez conquistou o público americano com diversas entrevistas cheias de carisma e
confiança após suas vitórias, frequentemente dedicando seus triunfos aos torcedores.

Não foi diferente na derrota da canadense na final, disputada em 11 de setembro de 2021,
portanto 20 anos depois do atentado terrorista que destruiu as Torres Gêmeas, um marco
nova-iorquino e americano, e deixou milhares de mortos.

“Eu sei que esse dia é especialmente difícil para Nova Iorque e todos dos Estados Unidos,”
disse Fernandez na cerimônia de entrega do troféu após a final. “Eu espero que eu consiga
ser tão forte e resiliente como Nova Iorque tem sido nos últimos 20 anos. Muito obrigada
por sempre me apoiar. Obrigada por torcer por mim. Eu amo vocês, Nova Iorque.”