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Vacina indiana Covaxin tem 80,6% de eficácia contra Covid-19

A Covaxin, vacina desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech apresenta eficácia de 80,6% contra a Covid-19. (Foto: Pexels)

A vacina desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech, de Nova Délhi, na Índia, apresenta eficácia contra a Covid-19 em 80,6% dos casos. Segundo a Agência EFE, a empresa publicou resultados provisórios na última quarta-feira (03).

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A Covaxin é uma parceria entre a Bharat Biotech e o Conselho de Pesquisa Médica da Índia (ICMR). A vacina apresentou a eficácia maior de 81% em seu teste clínico da frase 3 e os ensaios contaram com mais de 25 mil pessoas, ressaltou a declaração da empresa.

O imunizante tem algumas diferenças para as outras vacinas, como a temperatura de armazenamento e validade. A fórmula da Covaxin é feita a partir do isolamento da cepa Sars-Cov-2 e é estável entre 2 e 8 graus Celsius para ser utilizada.

Os frascos do imunizante têm um prazo de validade de até 28 dias, o que diminui o desperdício. “Uma característica única do produto que reduz o desperdício de vacinas em aproximadamente 10% a 30%”, afirmou o laboratório Bharat Biotech.

Fase 3 

A terceira fase do estudo sobre a eficácia da vacina Covaxin contou com 25,8 mil voluntários com idades entre 18 e 98 anos. 

“A primeira análise provisória é baseada em 43 casos, dos quais 36 casos de Covid-19 foram observados no grupo do placebo contra sete casos observados no grupo BBV152 (Covaxin), resultando em uma estimativa pontual da eficácia da vacina de 80,6%”, ressaltou a empresa, segundo dados divulgados pela Agência EFE

Novas variantes

O laboratório indiano citou em seu documento uma análise do Instituto Nacional de Virologia da Índia sobre as novas cepas. “Os anticorpos induzidos pela vacina podem neutralizar as cepas variantes detectadas no Reino Unido e outras cepas heterólogas”, afirmou a análise.

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O imunizante Covaxin obteve autorização dos reguladores indianos durante sua fase de testes. Ela é uma das vacinas usadas pelo país em sua campanha de vacinação desde o início, no dia 16 de janeiro. 

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e membros do seu governo se envolveram em uma polêmica por apoiarem o antídoto nacional. Na época, houve a preocupação do uso em larga escala de um medicamento que ainda não tinha eficácia comprovada.

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