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OMS recomenda que Brasil seja “extremamente cuidadoso” com a Copa América

Nessa segunda-feira (07), a Organização Mundial da Saúde (OMS) explicou, em coletiva de imprensa, que não tem o poder de persuadir nenhum país na tomada de decisões que influenciam a saúde pública.

“Trabalhamos com a cooperação e consenso desde nossa fundação, e podemos auxiliar com a análise de riscos potenciais”, lembrou Michael Ryan, diretor de operações da entidade.

Sobre a realização da Copa América e os riscos em relação à pandemia de Covid-19, Michael lembrou que a OMS não está em posição de dizer aos países o que fazer, mas ele recomenda que o Brasil seja “extremamente cuidadoso”.

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Segundo ele, todos envolvidos na organização devem considerar os riscos, pois existe a possibilidade do aumento de casos com a realização de grandes eventos.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, o diretor geral da OMS, afirmou durante a coletiva que a pandemia se apresenta em dois cenários diferentes.

“Cada vez mais, vemos uma pandemia de duas vias: muitos países ainda enfrentam uma situação extremamente perigosa, enquanto alguns daqueles com as taxas de vacinação mais altas estão começando a falar sobre o fim das restrições sociais“, explicou.

“A distribuição desigual de vacinas tem permitido que o vírus continue se espalhando, aumentando as chances para o surgimento de uma variante que torne as vacinas menos eficazes”, lamentou Tedros.

De acordo com a OMS, 44% da população dos países ricos já recebeu o imunizante, contra apenas 0.4% da população dos países pobres, em seis meses de vacinação.

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