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‘Não existe mais grupo de risco para a Covid-19’: entenda por que cientistas fazem alerta para os mais jovens

Se na primeira onda da covid-19 os idosos eram considerados o principal grupo de risco em todo o mundo, depois de um ano de pandemia o perfil se modificou. Segundo informações extraídas de um levantamento promovido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em março deste ano, 52% das internações nas unidades de terapia intensiva foram de pessoas com até 40 anos. 

Com isso, especialistas apontam que no cenário atual da pandemia no País, o correto não é mais se falar em grupos de risco, mas sim em comportamentos de risco: “Precisamos comunicar essa mudança no perfil dos pacientes com Covid-19. Com as novas variantes, os jovens estão adoecendo mais, estão internando mais, com a forma mais grave da doença, mesmo sem comorbidades”, ressalta a epidemiologista Ethel Maciel.

Para os profissionais de saúde, a mudança é perceptível até mesmo nos atendimentos realizados nos Hospitais. A infectologista do Hospital Emílio Ribas, Rosana Ritchmann, revela que, atualmente, atender pacientes com mais de 75 anos (grupo que já foi vacinado contra a Covid-19 no Brasil) é mais raro. 

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“Houve uma mudança muito grande na faixa etária. Hoje é exceção à regra eu atender pacientes acima de 75 anos. Os casos ainda existem, mas a imensa maioria dos pacientes dessa faixa acaba pegando a doença entre as doses de vacina”, ressalta. 

As especialistas explicam que as novas variantes promoveram uma mudança no perfil dos acometidos pela Covid-19. “Quando começaram a falar da variante na Inglaterra, eles notaram uma diferença no perfil. Pessoas mais jovens, inclusive crianças, adoecendo. Não tínhamos visto isso num primeiro momento”, reforça Maciel. 

A vacinação também pode ter ajudado para a alteração na faixa etária. Dados da Amib mostram que apenas 7% dos pacientes com Covid nas UTIs brasileiras em março tinham mais de 80 anos – uma queda de 42% na comparação com o acumulado dos três meses anteriores. 

Maciel ressalta que para que a vacinação dos mais jovens tenha início – já que atualmente são um grupo prioritário – é necessário terminar de vacinar os mais idosos, que foram o grupo mais afetado pela doença em uma métrica mundial. 

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