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Anvisa concede registro definitivo para vacina da Pfizer

Nesta terça-feira (23) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu ao imunizante da Pfizer um registro definitivo no Brasil. De acordo com o comunicado emitido pela agência, a vacina apresenta segurança, qualidade e eficácia comprovada e atestada pela sua equipe técnica.

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Segundo a Anvisa, o imunizante do laboratório “Pfizer Biontech”, é o primeiro a ter registro amplo nas Américas. O período de análise durou dezessete dias e foi uma decisão da área técnica da instituição. Por esse motivo, é diferente das outras aprovações e seu anúncio só é feito através do Diário Oficial da União (DOU). 

A aprovação significa que a vacina possui autorização para ser distribuída e utilizada em toda a população brasileira e não somente por grupos prioritários, como é feito em uso emergencial. Além disso, foi comprovado que ela possui 95% de eficácia global, sendo que em estudos com idosos acima de 65 anos, apresentou uma resposta de 94%. Na pesquisa realizada em Israel, foi analisado que o imunizante da Pfizer pode reduzir em 75% as infecções causadas pelo coronavírus. 

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Apesar da validação, o Brasil ainda não conseguiu fechar um acordo com a farmacêutica para as compras das doses. O Ministério da Saúde e o laboratório não entraram em acordo sobre cláusulas do contrato que seriam as condições de venda do imunizante. Para a Pfizer o Brasil precisa se responsabilizar “até a eternidade” pelos efeitos colaterais e o governo brasileiro tem de abrir mão da capacidade de julgar a empresa. Tudo isso foi revelado em sessão no Senado Federal com o ministro da Saúde e o executivo da pasta.

Até o momento, a compra segue em discussão com o ministro Eduardo Pazuello, tendo pedido ajuda ao Palácio do Planalto para a negociação. O Brasil possui duas vacinas já circulando, a da Sinovac e a de Oxford/Astrazeneca, ambas produzidas em solo brasileiro pelo Instituto Butantan e Fiocruz.

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