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“Naja de Brasília” e mais 6 cobras exóticas apreendidas são enviadas ao Instituto Butantan, em SP

Nesta quarta-feira (12), o Instituto Butantan, em São Paulo, recebeu a cobra da espécie naja que ficou conhecida popularmente como a “Naja de Brasília” após picar o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck Lehmkuhl, de 22 anos, em julho.

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Além dela, outras seis serpentes exóticas que foram aprendidas na capital federal também foram enviadas ao Instituto. Os animais estavam no Zoológico de Brasília.

As serpentes serão registradas, passarão por exames clínicos gerais e entrarão em quarentena por um período de 30 a 40 dias. Somente após isso é que será definido se esses animais poderão ser destinados para exposição no Museu Biológico ou para atividades científicas e de educação ambiental.

Na última terça (4), o Zoológico de Brasília informou que não pretendia ficar com os animais, porque a fundação prioriza espécies da fauna local e bichos contemplados por programas de conservação nacionais e internacionais.

Os animais foram transportados de avião, em caixas lacradas, forradas com papel e com furos para entrada de ar. O voo saiu do Aeroporto de Brasília em direção a Guarulhos.

Caso naja de Brasília

O estudante Pedro Henrique Krambeck foi picado pela naja no dia 7 de julho. A cobra é considerada uma das mais venenosas do mundo e não havia soro antiofídico da espécie no Distrito Federal.

Os médicos e a família do estudante precisaram pedir o antídoto para o Instituto Butantan – único local que tinha o soro no país, para pesquisa. Pedro ficou seis dias internado em um hospital particular no Gama, sendo cinco em uma Unidade de Terapia Intensiva.

De acordo com a Polícia Civil do DF, o jovem criava a cobra em casa ilegalmente e tinha, pelo menos, 18 serpentes. Ele foi preso em 29 de julho, por suspeita de tentar atrapalhar as investigações. Dois dias depois, no entanto, foi solto após conseguir um habeas corpus.

Um amigo de Pedro também chegou a ficar dez dias preso, suspeito de obstrução das investigações. Em depoimento, a mãe e o padrasto do estudante disseram que sabiam da criação ilegal dos animais.

Após o incidente com a naja, a polícia intensificou as investigações sobre a criação ilegal de espécies exóticas na capital. Segundo a corporação, o caso revelou um esquema de tráfico de animais com prováveis ramificações internacionais.

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