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Deborah Secco fala de resistência da cultura brasileira durante a pandemia

A atriz Deborah Secco deu uma entrevista para o jornal O Globo no último domingo (7) em que falou do difícil momento da arte e cultura brasileira. Ela lembrou que o apoio federal aos artistas é quase inexistente e que há uma enorme mobilização para manter a cultura de pé.

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“Acho que a cultura brasileira no momento é quase inexistente. O pouco que ainda resiste é um movimento de nós, artistas, de mãos dadas, lutando com empenho para não fazer tudo desandar de vez. É uma batalha. É um governo que não acredita na cultura, não acha que ter conhecimento e informação te torna mais preparado para a vida. A cultura te abre, joga luz em temas necessários. Acho que estamos num cenário atual bem ruim e preocupante. Mas nós, artistas, estamos cada vez mais unidos para resistir”, disse em entrevista ao jornal O Globo. Atualmente, a cultura está ainda a cargo de Regina Duarte, que foi colega de Deborah na rede Globo.

Antes da quarentena, Deborah estava na novela “Salve-se quem puder”, que teve as filmagens interrompidas. A pandemia do novo coronavírus, o covid-19, também interrompeu seus planos profissionais.

“Estava procurando um texto para o meu próximo filme. Quando faço cinema, é de forma muito intensa, e eu tinha prometido, quando a Maria nasceu, que ficaria cinco anos sem fazer personagens que exigissem essa ida embora de mim mesma por alguns meses. Queria ficar perto dela e fazê-la primeiro entender o que é a minha vida. Ela faz cinco anos no fim do ano, e eu estava me organizando para voltar ao cinema com uma grande personagem”, disse.

Sobre “Salve-se quem puder”, ela revela que o retorno das gravações ainda não foi confirmado. “Conversamos bastante sobre como vai fazer, mas ninguém tem uma reposta ainda. Há uma possibilidade de retorno em julho, agosto, setembro ou no ano que vem. Muito se diz que vamos retornar talvez sem maquiadores, cabeleireiros, fazendo a nossa própria caracterização, com a equipe usando aquela roupa de médico de UTI. Mas a grande verdade é que não sabemos. A gente nem sabe se está no auge da pandemia, se caminhamos para ele… Como é algo que nunca vivemos, ninguém consegue dar um parecer preciso. A gente fica tentando imaginar.”

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